Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Resurrection
Sabe-me bem começar o dia com «I am the Resurrection» dos efémeros Stone Roses. Sabe-me mesmo bem.
Sábado, 26 de Setembro de 2009
Só porque a pertinência é supervalorizada
Só porque a pertinência é supervalorizada
Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Oh, tão miserável que eu sou...

Antes de mais, sinto-me na obrigação de dar uma breve explicação pelo ATREVIMENTO de escrever sobre Morrissey. Primeiro, desde a notícia da hipotética reunião dos The Smiths que Morrissey e os The Smiths estão no meu posto de escuta nº1, isto é, o meu veículo. Segundo porque levado a ler este post e respectivos comentários, ainda que não lhes reconheça pertinência, me veio à memória o concerto de Morrissey em Paredes de Coura 2006.
Quem conhece minimamente a obra dos The Smiths e de Morrissey a solo não deixa de num qualquer ponto sentir compaixão por tão desencantada e amargurada alma que se aloja em Steven Patrick Morrissey. After all, como acabei de ler algures, Morrissey é tão só “the most depressed man of the 20th century...”
E quem já teve o privilégio de ver Morrisey ao vivo (já agora se alguém viu The Smiths que se acuse) ou a curiosidade de procurar por aí uns vídeos , não deve ter deixado de se aperceber do nível de histeria que cada pequeno gesto seu desencadeia, e que o próprio faz questão de instigar ao atirar, por exemplo, a camisa para o público para depois assistir, como é que lhes hei-de chamar, os fãs? a esfarrapá-la e de seguida matarem se necessário por um fiozinho que seja. Foi assim em Paredes de Coura 2006, eu vi e ninguém me contou.
Porquê Moz ? Que dor é essa ? Como quem descobre a pólvora, a resposta, simples, poderá estar em How Soon is Now :
I am human and I need to be loved
just like everybody else does
Só que no caso de Morrissey é multiplicar, sei lá, aí por 100.
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
A arte da guerra

Acerca da política dos nossos dias, e da actual campanha, passo a palavra a um dos grandes comentadores políticos da nossa praça, Adolfo Luxúria Canibal. Pouco poderia acrescentar de minha pena:
Tenho os passos vigiados no labirinto das notícias. das
estatísticas não consigo escapar. Quimeras mercantis e
mexericos mediáticos invadem-me a solidão. A realidade
não existe, a fuga é para lado nenhum.
Tive uma ideia,tive uma ideia, vamos fugir!
Tive uma ideia, tive uma ideia, foge comigo!
Tive uma ideia, tive uma ideia, vamos fugir!
Tive uma ideia, tive uma ideia, foge comigo!
A informação está em toda a parte. Mil olhos
nos vigiam. Ninguém sabe quem dá as ordens, mas elas
cumprem-se. A teelvisão transmite-nos a realidade,
transmite-nos as ordens. eu cumpro. a única fuga é a
loucura.
Tive uma ideia,tive uma ideia, vamos fugir!
Tive uma ideia, tive uma ideia, foge comigo!
Tive uma ideia, tive uma ideia, vamos fugir!
Tive uma ideia, tive uma ideia, foge comigo!
Tenho um grilo falante um grilo falante!
Um pateta desastrado, desastrado!
um cavaleiro andante, cavaleiro andante!
um pardal alucinado, pardal alucinado!
tenho uma top-model, uma top-model!
um vingador implacável, implacável!
tenho um prémio Nobel, tenho um prémio Nobel!
uma amante insaciável, insaciável!
tenho um serial killer, tenho um serial killer!
tenho deus disfarçado, deus disfarçado!
sou o maior dealer, sou o maior dealer,
que se encontra no mercado!
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Arquipélago de fantasia
No passado sábado regressei à cachupa, ao afecto e à música de África. Com um sabor especial a Cabo Verde, revi amigos queridos, conheci melhor outros, toquei e ouvi cantar, e que bem. Nada menos que inesquecível.
A minha alma cresceu um pouco mais, agora oiçam.
Domingo, 20 de Setembro de 2009
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Corpo Celeste
Apaixonei-me por Fade Into You do soturno So Tonight That I Might See (onde se inclui ainda uma belíssima versão de Five String Serenade, de Arthur Lee) e parti à descoberta. No rewind apanhei o melhor e altamente aconselhável She Hangs Brightly, e no fast forward Among My Swan, já sem o mesmo brilhantismo dos primeiros.
Nos Mazzy Star, a candura e a melancolia tanto se encontram na mais simples das composições folk como na reverberação das distorções ou nos labirintos dos mais escuros ambientes psicadélicos. Hope Sandoval é (não o faço por menos) uma das cantoras do século, inigualável na sua voz delicada de anjo ferido que merece o melhor dos acompanhamentos e David Roback consegue como ninguém despir a guitarra, remetê-la à sua mais absoluta inocência e dela arrancar as mais belas e simples melodias, mesmo quando lhe liga o pedal. Tão simples que até parece... simples.
No entanto os Mazzy Star são uma daquelas bandas em que o 3º álbum marca muitas vezes a estagnação. A especificidade da sua música convida à repetição das fórmulas, e temo aquela sensação de mais do mesmo...
Quero que os Mazzy Star me surpreendam.
Porque há coisas boas de mais para esquecer
Porque há coisas boas de mais para esquecer
Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Lá na Serra, lá na Serra
Este post não tinha nada a ver com o B Fachada, mas ao iniciar a sua escrita saltou por entre as sinapses a lembrança de «lá na selva», talvez porque lá no fundo tenha algo a ver com o que vou dizer.
Acabei há bem pouco tempo de ler «A cidade e as serras» do grande Eça. Brevemente, trata de dois amigos - Zé Fernandes, um serrano do Douro, e seu amigo Jacinto, um fruto de todo o requinte da urbanidade, no epicentro de todo o desenvolvimento e bom gosto, Paris, onde com certeza haveria prestígio aos montes.
O livro é de leitura obrigatória e foi capaz de me surpreender pela sua absoluta actualidade. Jacinto cai em todas as modas, é fanático por gadgets e tecnologia (sim, no fim do século XIX), e está em todo o lugar que é preciso, conhece toda a gente que é preciso para, naturalmente, ter todo o prestígio que é preciso. Jacinto é infeliz, tendo tudo o que se poderia almejar em termos de conforto e prestígio, mas a sua vida mudou, para saber como, leiam.
Sendo uma espécie de serrano(ou melhor, campónio) na grande cidade, às vezes também me questiono sobre o que faz correr tanta gente aqui na cidade atrás do Reiki, do Yoga, do Budismo em pacote, do aparentar sofisticado. Ás vezes até me tento dominar para não ir na onda também, e não sei se consigo.
Esta conversa desconexa até me fez lembrar um texto de 1928 de Fernando Pessoa:
«O provincianismo consiste em pertencer a uma civilização sem tomar parte no desenvolvimento superior dela - em segui-la pois mimeticamente, com uma subordinação inconsciente e feliz.O sindroma provinciano compreende, pelo menos, três sintomas flagrantes: (1) o entusiasmo e admiração pelos grandes meios e pelas grandes cidades; (2) o entusiasmo e admiração pelo progresso e pela modernidade; (3) e, na esfera mental superior, a incapacidade de ironia.»
Tenho dito.
Domingo, 13 de Setembro de 2009
Resolução
Numa vida urbana acelerada os tempos de verdadeira instrospecção e repouso são raros. Não ajuda estarmos cercados por mass-media em constante bombardeamento.
Para os momentos agitados, a superfície e o pragmatismo da pop são ideais, pelo seu imediatismo e consumo pronto. Alguns artistas do pop/rock afastam-se bastante desse lugar comum, e temos falado aqui de alguns, mas em geral a coisa da pop é entretenimento.
Mas há um tempo de recato, de lentidão e introspecção, até de espiritualidade. Para esses momentos a música é outra.
Segue-se um pedacinho de eternidade.
Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Porque é que eu ainda gosto de gajos de direita...

Miguel Esteves Cardoso escreveu hoje (11\09\09), no "Público", uma das melhores, senão mesmo a melhor, crónica de todos os tempos
Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Pois é, os Beatles
Sinceramente, não liguei nenhum a este relançamento da obra dos Beatles, remasterizada ou não, mas ao ver o post do Paulo lembrei-me, e também tenho qualquer coisinha a dizer.
Os Beatles agradam-me, porque foram fundados numa coisa a qual eu aprecio muito: o trabalho. Os rapazes esfolaram-se bem em Hamburgo e em Liverpool antes de chegar a glória.
Também aprecio muito o espírito visionário e a capacidade de assumirem riscos. No topo da fama, em 65, em vez de se encostarem sacaram do Revolver, que os disparou para além do pop ou do rock'n'roll em cheio na imortalidade. Em 67 com o Sgt. Pepper's levaram a revolução mais fundo, e até tiveram a sua fase barroca com Magical Mistery Tour.
A morte de Brian Epstein quebrou a união e lançou a discórdia, desaguando num excelente Álbum Branco criado em quartos separados por irmãos desavindos. Let it Be fica como certidão de óbito.
Fica uma das melhores, na versão que não está no álbum, porque os outros impediram que entrasse, demasiado incómoda e agressiva. Esta versão aparece como single depois de muita insistência.
Precisamos sempre de um pouco dela, Revolution:
Day After Day, ou Um Dia de Cada Vez
No que toca a Beatles, por hoje só me interessa Tomorrow Never Knows. Descobri que antes de The Velvet Underground & Nico já havia gente a tentar chegar à lua
Amanhã nunca se sabe, talvez Strawberry Fields, Eleanor Rigby, Something...
Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
Para dar uma ajudinha ao Paulo César... PECADO CAPITAL*

Segundo a Amnistia Internacional (AI), em 2008, foram executadas 7 pessoas por dia, condenadas á pena de morte.
Só na China foram executadas 1718 no ano passado, o que dá a escandalosa média de 4,7 pessoas executadas por dia.
Juntando os 5 países que mais executaram no ano passado, verificamos que China, Irão, Arábia Saudita, Estados Unidos da América e Paquistão representam 93 % das execuções.
Estes números não são, infelizmente, novidade, e o “top 5” até permanece inalterável relativamente aos números de 2006 e 2007. O que realmente choca nestes números é verificar que num mundo que luta diariamente contra os bárbaros terroristas de todas as espécies de raça e pedigree, se permite, suporta e legisla a morte. Se na China, Irão,Paquistão e Arábia Saudita estes números não são de estranhar (não são de desculpar, mas são espectáveis dado a natureza pouco democrática e ditatorial dos seus regimes), em países como os E.U.A. ,a maior democracia do mundo em tantos aspectos, um país que em tantos valores nos serve, e deve servir, de exemplo, é absolutamente brutal assumir que o estado condena e executa os seus cidadãos.
Resta o consolo de saber que a situação está a mudar:
Nos E.U.A. apenas(??!!) 35 dos 50 estados mantêm a pena de morte (o Novo México acaba de abolir a pena de morte, elevando para 15 os estados americanos que aboliram a pena de morte).
Na europa apenas(??!!) a Bielorrússia mantém e aplica a pena de morte.
Em 2007 a Albânia, as Ilhas Cook e o Ruanda aboliram a pena de morte. Em 2008 a Argentina e o Uzbequistão seguiram-lhe o exemplo.
Como já referi, a situação está a mudar, infelizmente, devagar.
Se a abolição “seguir a este ritmo”, muitos anos teremos pela frente até vermos erradicado este escândalo em que o estado julga e mata os seus cidadãos. Se a abolição da pena de morte seguir ao ritmo de 2008, só dentro de 30 anos veremos um mundo livre da pena de morte. Se a abolição e as execuções seguirem ao ritmo de 2008, mais de 71 mil pessoas serão executadas no mundo!!
Estes números são no mínimo brutais, e no máximo absurdos para uma sociedade do Século XXI que deveria ser Humana e civilizada.
Fica a esperança que o mundo “pule e avance, como uma bola colorida, nas mãos de uma criança”, e que este flagelo acabe o mais rápido possível, sem que mais vidas sejam sacrificadas.
Bem sei que este tema daria para uma muito maior discussão, mas achei mais adequado confrontar os leitores com os números que a mim me parecem absurdos, e, infelizmente, falam por si.
Aconselho ainda os caros leitores a visitar o sitio da Amnistia Internacional na Internet, e ler atentamente todo o relatório.
PEDRO MENDES
*ESTE TEXTO FOI PUBLICADO NO JORNAL REFLEXO DO MÊS DE ABRIL E NO BLOG "VOLTA AO MUNDO" (http://omundovistodastaipas.blogspot.com/).
Sábado, 5 de Setembro de 2009
Estéreo etéreo

Perto das sete da manhã é uma boa hora para reflexões musicais. No quarto o rádio despertador emite um fado qualquer via antena 1; no quarto das crianças outro despertador exala uma redonda música pop. No hall de entrada eu ainda sonolento oiço em estéreo, e sem conseguir distinguir muito bem por momentos parece-me estar a ouvir uma música desconhecida de António Variações. Achei curioso, e fui trabalhar.
Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Anunciada reunião dos Smiths II

Paulo, o Morrissey respondeu-te....
“I would rather eat my own testicles than re-form The Smiths, and that’s saying something for a vegetarian.”
Anunciada a reunião dos The Smiths
Juro que em tempo de férias estive tentado a puxar da minha pouca queda para o humor e escrever um post exactamente nos termos acima descritos.
Ora para mal dos meus pecados a brincadeira até pode ser para levar a sério. Johnny Marr em entrevista.
Que dizes Morrissey ?
Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Berlin, New York
And The Music Underground
No Wave
James Chance & The Contortions - Lydia Lunch - DNA - Arto Lindsay - Glenn Branca - Malaria ! - Die Tödliche Doris - Microfones a arder ao som da viola de arco - Birthday Party - Blixa Bargeld
Einstürzende Neubauten - Nick Cave - James Sclavunos - K7jockey - Paredes pintadas(grafitadas) - Sintetizadores desalinhados - Guitarras esganiçadas - Die Haut - Cocaína - HEROÍNA - Jim Jarmusch -James White & The Blacks - Jean Michel Basquiat - Thurston Moore - Nico singing New York New York
Director: Christoph Dreher & Ellen El Malki
Canal Arte




