Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Musas e Fantasmas


Em contraciclo, antes de chegar às Throwing Muses (e ao brilhante University) cheguei a Kristin Hersh e ao seu álbum de estreia, Hips and Makers.

Como a tantos outros lá cheguei via R.E.M., no caso concreto via Michael Stipe que emprestou a sua voz a Your Ghost, brilhante composição numa cinzenta balada obsessiva, como que a exorcizar demónios. Your Ghost fez com que Hips and Makers vendesse provavelmente mais do que qualquer álbum dos Throwing Muses e deu a Kristin Hersh uns quinze minutos mais alargados de fama, coisa que a senhora dispensa.

Mas há muito mais em Hips and Makers, a começar pela excelente versão de The Cuckoo num álbum em "falsos" tons acústicos de guitarras salpicadas aqui e ali a violoncelo e piano. Embora não audível, há lá muita distorção. Musicalmente Sundrops, Me and My Charms, A Loon, Close Your Eyes parecem dizer que Hips and Makers talvez seja uma semi-falhada fuga às Throwing Muses.

E a voz. Kristin Hersh, a par com Hope Sandoval e a eterna Patti Smith marcam o meu imaginário feminino do rock. À imagem de John Frusciante, Kristin Hersh está na música pela música, e também dá música. Quem quiser pode deixar uns trocos, nem só os Radiohead merecem.

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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Los Esmiths - Esta luz nunca se apagará

Viagem do Morrissey a Espanha. Deixou crescer o cabelo e tudo.

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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

We are North American Scum

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Oceanos

O sol voltou sem que o frio nos tenha abandonado. De entre as coisas que este renascer do sol me sugeriu retiro o contemplar o Oceano. Nestes dias de correria constante ainda não foi possível, talvez no fim de semana.

Por agora contento-me em contempla-lo metafóricamente pela lente de duas músicas belíssimas embaladas pelas ondas.

Senhores e senhoras, The Velvet Underground e Pearl Jam.





Nota: O filme de base dos Velvet pode perturbar os corações mais puros, fica o aviso.

Nota 2: Desculpem as legendas dos Pearl Jam, mas o youtube não me arranjou melhor.

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Índos há muitos - Parte II - Evan Dando Rocks!!!

E também desafina...

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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Heal the Pain

A vós que estais em pain, George Michael e Paul McCartney têm a cura.

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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Pain

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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

A versão do Manuel Augusto não se arranja...

Sim, como o Paulo referiu no post anterior, a igreja de Sande S.Martinho era um bom lugar para ouvir grandes adaptações da pop, versão grupo coral. Para além de «Ao amor que te arrasta», brilhante reinvenção de «El Condor pasa», nunca me esquecerei de «Saber que virás, saber que estarás», interpretação de «Blowing in the wind» de Bob Dylan:




Advertência: este postograma não contém ortodoxia cristã (ainda que brandinha).


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RE: Contra ? Onde é que eu já ouvi isto ?

Jorge,

Lendo o teu último comentário neste post, deixa-me antes de mais dizer-te que não deves deixar no subterrâneo dos comentários escritos dignos de um post.

Decidi elevar o meu comentário à categoria de post porque ao voltares a Paul Simon e particularmente a El Condor Pasa, evoco novamente os santinhos e volto aos anos 80 e à Igreja de Sande, onde na Missa das 9 pela primeira vez ouvi essa melodia, com grandes arranjos de Manuel Augusto, explorando o velho orgão, e direcção musical do Américo. Um verdadeiro épico que só encontrou par já nos 90's em Conquest of Paradise, Vangelis
Bem, a verdade é que até os grupos corais perderam a qualidade de outrora. Sinais dos tempos ?


Voltando aos Vampire Weekend, acabas por dizer que são "uma decente banda pop". Penso que não querias dizer bem isto, e optaste por escolher uma frase mais educada. Afinal estás em Lisboa e eu compreendo.

Remato o assunto dizendo que pelo que se me dá a entender, que deriva essencialmente das vossas análises e das poucas peças que deles ouvi, os Vampire Weekend sofrem porventura do pior dos males de que pode sofrer qualquer artista: nem são bons nem maus. São aquilo que tu sabes.

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Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Pessoas das festas de 24 horas

Antes do seu espectro ter dado uma digna mãozinha ao grande 'Demon Days' dos Gorillaz, já Shaun Ryder tinha feito ou contrafeito alguma música. Nada poderia ter ridicularizado mais os Happy Mondays que o devertido '24 hour party people', mas lá no meio de tanto surrealismo há boa música.

Step On

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Obrigado Vampire Weekend!

Há uma coisa que eu tenho cá comigo. Depois de me apaixonar pela obra de um artista, esmifro-a até às últimas consequências, oiço intensivamente, canto, toco, leio e penso sobre ela.


Paul Simon veio subliminarmente ter comigo devido ao facto de o seu concerto em Central Park com Art Garfunkel em 1981 ter sido imensamente famoso principalmente por ter sido assistido por mais de 500.000 pessoas. Isso fez que até os trolhas e cutileiros de Sande S.Martinho, Guimarães tivessem uma cópia do duplo álbum. Quando aos 14/15 anos me comecei a interessar pela guitarra, havia aquelas músicas no fundo da minha cabeça, sem eu saber quase nada dos artistas. Lá na tasca o Caló dizia-me que já não havia Simon & Garfunkel porque o Garfunkel tinha morrido (20 anos depois ainda é vivo e está de saúde felizmente), eu implorava-lhe para me gravar o álbum numa cassete de 90 minutos, o que nunca consegui. Por fim um primo meu deixou-me gravar o álbum e até fotocopiar o livreto no interior.

Um ou dois anos depois, já bem imerso em Paul Simon, oiço do lançamento de 'Rhythm of the Saints', uma aventura nos ritmos do Brasil. É o primeiro de todos os discos que compro, será um dos que ficará até ao fim. O génio não tem tamanho.

Em 1991 vem novo concerto em Central Park, desta vez com 750.000 pessoas a festejar e um reportório riquíssimo incluindo já 'Graceland' e 'The Rhythm of the Saints', uma celebração e um luxo.

Dizia eu que vivo intensamente as obras dos artistas de que gosto. Claro que toda esta intensidade acaba num longo, por vezes de anos, período de nojo em que simplesmente não pego nessa música. Talvez porque não precise de tanto a conhecer.

Ouvir os Vampire Weekend e as suas desajeitadas tentativas de fazer música à Paul Simon, voltaram-me a dar vontade de revisitar este 'old friend'. Só por isso os Vampire Weekend já justificam a hora que passei com eles.





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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

da grandeza na miséria interior

Hoje é dia de comprar o Público com o filme «Control», o biopic de Ian Curtis da Joy Division por Anton Corbijn.

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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Anos zero portugueses. O entrevistador


Não poderia encontrar melhor espécimen de herói dos anos zero portugueses. Este homem é entrevistador, entertainer, animador de rádio, DJ, e talvez mais alguma coisa. Este homem é o epítome da pessoa que parece tudo mas não é nada.

Lembro-me, ainda antes dos anos zero, do meu companheiro de casa na faculdade, sempre de sobretudo e livro debaixo do braço. Um dia uma visita chega e retira «A um deus desconhecido» de Steinbeck da estante e pergunta-lhe:
- E que tal este livro?
- É do melhor que eu já li, e dá meia volta.
O visitante abre o livro e este tinha as páginas ainda coladas. Este meu colega foi um pioneiro das artes dos anos zero.

Tudo isto ser-me-ia indiferente se este senhor não tivesse hoje em estúdio a oportunidade de entrevistar uma figura maior da música de língua portuguesa, Tom Zé, sobre o qual já escrevi aqui. Nunca vi tamanho festival de falta de preparação e imbecilidade pura. Tom Zé é um personagem incrível e grande conversador, e sozinho lá tentava contornar tal chorrilho de banalidades. No meu anterior post sobre o Tom Zé, sigam o link para a entrevista do Carlos Vaz Marques no Pessoal e Transmissível da TSF e apreciem a grandeza da personagem.

Chama-se a isto atirar pérolas a porcos. É o grau zero da exigência. Eu pago impostos para pagar a esta nulidade? Quero o meu dinheiro de volta!



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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

CONTRA - Onde é que eu já ouvi isto?

George Santayana disse que «quem não conhece bem a História estará sempre condenado a repeti-la», e Jorge Mendes disse que «quem conhece bem a História estará sempre condenado a vê-la repetida».

Vêm estas sábias palavras a propósito de «Contra» dos Vampire Weekend, que cavalga imponente o seu hype. Já tinha prometido passar uma hora a ouvir o álbum, e cumpri.

Que estória é essa da história repetida? Conta-se em poucas palavras. Para a malta mais jovem, este exótico som dos Vampire Weekend soa a novidade. É normal, não estavam cá(pelo menos para a música) em 1985.

Eu comecei a ouvir a coisa do «Contra» e comecei-me a sentir em casa, demasiado em casa para o meu gosto. É que eu sou um rapaz baixo, e apoio os artistas da minha estatura, por isso conheço muito bem, e já escrevi aqui sobre Paul Simon.

Este álbum tem quatro músicas(apenas para me cingir às óbvias) destiladinhas do alambique de Simon, colheita 1985(Graceland) e 1990(The Rhythm of the Saints), com uma pitada de Surprise(2006). 'White Sky' vestiu o sintetizador e a métrica de «Proof» de Rhythm of the Saints sem grandes disfarces. «California English» vai Gracelandizando por aí, e 'Diplomat's son' é uma mistura entre 'Diamonds in the soles of the shoes' e 'Proof' mais uma vez (gostaram mesmo desta). 'I Think UR a Contra' soa ainda a Paul Simon, mas mais na versão com Brian Eno (Surprise).

Os Vampire Weekend têm o mérito de ter o bom gosto de gostarem de Paul Simon, mas não vejo valor acrescentado nenhum em copiar o estilo com músicos piores e canções destituídas do génio da composição de Simon(se este post vos apelar à curiosidade de ouvir os dois álbuns que referi, perceberão do que falo). Como me pareceu tão óbvia a Paul-Simonização dos Vampire Weekend, googlei pelos dois nomes...e surpresa! Não falta malta a acusar os VW pilharem Graceland(ex: aqui, aqui e aqui), mas referindo-se ao álbum anterior, não a este. Deixaram-me curioso.

E o resto do álbum? 'Horchata' é uma simples e leve canção pop, de consumo imediato; 'Taxi Cab' é uma cantilena infantil monótona, 'Run' é para mim a segunda melhor música do álbum, sendo um pouco mais rica em termos de composição e arranjos, mas sem sair do Pop Casiotone. 'Cousins' solta guitarras à desfilada tocadas como bandolins e ouve-se muito bem, mas não explica qual é a pressa e consome-se depressa. 'Giving Up' continua melódica e limpinha(e o bocejo é inevitável). 'I think UR a Contra' é uma boa canção, e gosto dos arranjos, ambiência e respiração.

De simplicidade, arranjos minimalistas e teclados à Casio são feitas muitas boas músicas, por isso não é pelo simplismo que vou desmerecer este álbum. Este 'Contra' merece pelo menos os seus 15 minutos de voragem juvenil, mas ao que vem esta banda?

Os Velvets tocavam com três acordes e assassinavam o flower-power; Os Sex Pistols e os Clash corporizavam a revolta contra o desemprego e a ausência de futuro no horizonte dos finais dos anos 70; a Joy Division existencializava os tormentos de Ian Curtis sublimando-os em poesia, boa poesia. Os Smiths partiam de Oscar Wilde e forneciam profundidade poética, ironia e veneno anti-Tatcher e anti-Monarquia ao cinzentismo dos 80 ingleses. Os Radiohead são escultores que vão procurando sempre novas maneiras de moldar numa imagem musical as angústias desta nossa realidade acelerada, anónima, massificada, desfuncional e em suma, sufocante.

O que têm os Vampire Weekend para merecerem uma linha na história da Pop, alguém sabe?



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Domingo, 17 de Janeiro de 2010

CONTRA tudo e CONTRA todos.



Contra.

Finalmente vou poder expressar a minha opinião sobre o "Álbum do Ano".

Para começar a festa vou avisar a editora dos Beatles e criar um grupo no facebook contra plágios. "Giving Up The Gun" é uma cópia de mau gosto de "Two of Us" dos Beatles. A roçar o vergonhoso, ou o Tony Carreira.

Depois venha o resto do álbum para eu continuar a malhar.

"Descendentes do Fela Kuti"??? "Talking Heads"???

Era doce.

Música simples e animada, "poplástica". Nada mais que isso. Música para entreter.

Não percebo este fascínio.

Uma secção rítmica "gingona", uns teclados engraçados, um ou outro sintetizador e música descartável, sempre, ou quase sempre, tocada e cantada no mesmo ritmo caribenho quase forçado.

Não é uma aberração da natureza, mas é fraquinho fraquinho. 100% dos posts do Fase berlinense desta semana têm música melhor.

Como a verdade é para ser dita, sou capaz de ter gostado um bocadinho de "I Think UR A Contra". É a única musica que merece mais algumas audições.


Fica por cá mais uma pequena demonstração de qualidade índia :)

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Maiores que a vida

Estava-me aqui a lembrar se ainda existirá o tipo de banda que arrisca ser maior do que a vida, assim do tipo desta:



Depois reconfortado lembrei-me desta:

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Sábado, 16 de Janeiro de 2010

R.E.M is Love

Num fim de semana de vampiros, guerras de vampiros e outros bocejos, continuo a olhar bem para trás para Fables of the Reconstruction, de 1985, e pergunto-me como o filósofo: mas não há nada de novo debaixo do céu?

Já não se fazem guitarras assim?

Lou Reed dizia da Suécia que é tão limpa que até enoja. Digo o mesmo do som destes dias.



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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

O Jardim dos caminhos que bifurcam

Algures em 1994 com Brian Eno, pai de tantas fases berlinenses, os James viram o trilho do Índio, e o experimental e largamente ignorado Wah Wah é a prova disso. Gravado nas mesmas sessões de Laid, este é o trilho que os James não seguiram.

Esta é a minha favorita desse álbum:



Nota: O Jardim dos caminhos que bifurcam é um dos espantosos contos das Ficções de Jorge Luís Borges. Berlim não falta à narrativa. Cá vai um extracto:

Pareceu-me incrível que este dia sem premonições nem símbolos fosse o da minha morte implacável. Apesar de ter morrido o meu pai, apesar de eu ter passado a infância num simétrico jardim de Hai Feng, ia morrer agora? Depois reflecti que todas as coisas sucedem a uma pessoa precisamente agora.

Passam séculos e séculos e só no presente acontecem os factos; há inúmeros homens no ar, na terra e no mar, e tudo o que realmente sucede, sucede-me a mim... A quase intolerável lembrança do rosto cavalar de Madden aboliu estas divagações. A meio do meu ódio e do meu terror (agora não me interessa falar de terror: agora que enganei Richard Madden, agora que a minha garganta anseia pela corda) pensei que esse guerreiro tumultuoso e sem dúvida feliz não suspeitava que eu possuía o Segredo. O nome do lugar preciso do novo parque de artilharia britânico sobre o Ancre. Uma ave rasgou o céu pardo e cegamente traduzi-o por um aeroplano e esse aeroplano por muitos (no céu francês) aniquilando o parque de artilharia com bombas verticais. Se a minha boca, antes que a desfizesse uma bala, pudesse gritar o nome de modo que o ouvissem na Alemanha... A minha voz humana era muito fraca. Como fazê-la chegar ao ouvido do Chefe? Ao ouvido daquele homem doente e odioso, que de Runeberg e de mim só sabia que estávamos em Staffordshire e que em vão esperava notícias nossas no seu árido gabinete de Berlim, a examinar infinitamente os jornais... Disse em voz alta:

«Tenho de fugir».


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Índios há muitos


Tive quase quase quase a postar a "Range Life" dos Pavement.

Ainda não ouvi o tão aclamado "Contra". Para já fico-me com o Evan Dando e com os Lemonheads.

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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Porque há dias assim




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Back in the day

Depois do tributo/devaneio à la Jesus & Mary Chain que foi Distortion, os Magnetic Fields estão de volta aos grandes discos, e ao grande som que os caracterizou por alturas de 69 Love Songs. Muitos banjos, pianinhos daqueles que parecem de brincar. Agrada-me 2010 a começar bem.

I don't know what to say, You must be out of your mind, Better Things prometem guindar novamente os Magnetic Fields .


Por estas e por outras não tenho tempo para os Vampire Weekend. Realismo.

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Não podemos ignorar

Há alturas em que a nossa Humanidade não nos pode deixar parados a olhar para o lado. Contribuam com o valor de um café ou de um shot.

«Os donativos para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa - apelo vítimas do Haiti - podem ser realizados nas caixas multibanco ou através de 'netbanking', na opção 'pagamento de serviços', marcando 20999 na entidade e 999 999 999 na referência.»

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Sei de um índio

Seu de um Indy que não é ofuscado por holofotes nem é trendy.

Esta não é uma das minhas nostalgias da juventude. Os Low já cá andam desde 1993, é verdade. São editados pela Sub-Pop, sim, a sacrossanta que nos trouxe os Nirvana e grunges que tal. Mas não são velharias que vos trago.

'Monkey dies' é do álbum 'The great destroyer' de 2005. 'The Hatchet' pertence ao álbum 'Drums and Guns' de 2007. A receita é simples, equilibra bem o mel da melodia com o fel da distorção. É uma receita que eu aprecio desde que encontrei meus sempre amados Velvet.

Isto, meus senhores, são Índios.



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Índios e Brooklyn Boys

Impossível escapar ao lançamento de Contra dos Vampire Weekend. O rolo mediático está em plena compressão. O blog Provas de Contacto fala em Cena de Brooklyn. Parece que o barulho já é suficiente alto para que eu vá perder uma hora a ouvir os rapazes.

Para já, em termos de música Indy, vou-me lembrando de tempos de outrora.

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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Extremos como o fim do mundo. Cegos com o negro das cruzes.

Muito se fala, ainda, sobre a aprovação do casamento Gay no Parlamento Português.

A questão é muito simples. É a questão que moveu Luther King ou Gandhi, é o mesmo combustível que tinha a madre Teresa, é a essência da luta dos nossos capitães de abril ou dos libertadores americanos.

É uma questão de Liberdade. Religiosa, sexual ou simplesmente política.

Não peçam para respeitar a religião quando os religiosos não respeitam a liberdade sexual de cada um.

Não me peçam para ouvir calado as palavras dos radicais religiosos quando eles lançam falas como quem lança facas.

Liberdade é isto, é a opinião, mas liberdade é essencialmente o poder brutal da escolha. E isso, ninguém pode negar a ninguém.


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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Dez anos de subjectividade

Para dizer que talvez The Drift seja mesmo o álbum da década.



Após assistir a uma interpretação estilo karaoke de Cossacks Are por Jarvis Cocker, espero ansiosamente por uma cover a sério. Do Trent Reznor, se possível.

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Porque Sim

Há coisas que nos ultrapassam a uma velocidade estonteante.

Nina Simone é uma delas.

Tenho a leve impressão que pouca gente lhe reconhece o valor merecido.

I've got life , I've got my freedom
I've got the life


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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

É fantástico

Tive hoje conhecimento de uma iniciativa no metro de Lisboa. O pipol decidiu tirar as calças por uma causa. Que causa? Não dar nas vistas ou aparecer na televisão diziam os participantes, mas sim «fazer sorrir as pessoas».

Parece-me uma boa metáfora para uma das facetas da geração anos '00: a adolescência prolongada para além do prazo de validade. Muito estilo e pouca substância, está visto, o espalhafato e a efemeridade do clipe de vídeo, o vazio e a falta de propósito do conteúdo.

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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Uma questão de Direitos Humanos

Casamento entre pessoas do mesmo sexo aprovado no Parlamento.

Palmas!

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Elvis Presley faria hoje 75 anos

Há sempre coisas boas para recordar.

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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Eu tenho que ser sério

- E dizer que o melhor que tem este post é o desenho;

- E dizer que o tão aguardado (pelo menos por mim) e publicitado (pelo menos pelo Tiago Guillul) novo álbum do Samuel Úria não prometeu com aquela cena de arrastar o caixão, pelo que ninguém o pode acusar de não cumprir;

- E dizer que a route americana que ali se rasgou, para além de ir direitinha ao Gospel e a Dylan, abriu ainda portuguesíssimos e inesperados atalhos, da Ala dos Namorados aos Smix Smox Smux. Confuso, confuso...

- E dizer que, tal como João Coração, Samuel fez o disco que queria, muito hermetico e arranjadinho para si e para os amigos. Areia demais para a minha camioneta;

- E por fim dizer que Nem Lhe Tocava, para além da Miriam Macaia, tem uma faixa chamada Império, pérolas a porcos diria o outro, que só por si, não justificando que comprem o disco ainda assim justifica que o saquem.



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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Se o MEC disse...

Numa crónica daquelas antigas e boas, o Miguel Esteves Cardoso desconfiou que alguns artistas supostamente estrangeiros na verdade, a julgar pelo número de concertos que davam em Portugal, morariam algures nos arredores de Lisboa e fingiam vir de longe para terem glamour. Como falamos dos anos 80 ele referia-se a Durutti Column, Nick Cave e ao senhor que canta neste post.

Tive a sorte de colar este cromo na minha caderneta num concerto de voz e guitarra que deu em Tomar há um ano ou dois. Já não era o mesmo.

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Guilty Pleasures Part II



Sou um fã das séries americanas. Algumas muito boas (Sopranos à cabeça) outras que têm sempre algo que valha a pena (house m.d., aquele personagem conquistou-me) e outras que são autênticas novelas, mas faladas em Inglês.

The O.C. entra nesta última categoria.

A cena abaixo é o final da 1.ª temporada, que acaba com Ryan a voltar para Chino (bairro problemático perto de Newport Beach).

A banda sonora da série é uma das suas (poucas) virtudes. Aqui ficamos com um sempre conveniente "Hallelujah", cantado por Jeff Buckley, mas Pixies, Pavement, Editors (ainda no ínicio, porque a série terminou em 2007) e Violent Femmes são também presenças assíduas.

E como se diz em Sande, "só num xora quem num tem coraçom".

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Sim, sei disto há anos

Uma deliciosa sobra de 'Viva Hate' de 1988. Tinha lugar no álbum, mas se calhar era demasiado Smiths.

Há duas versões, com e sem Sandie Shaw e não consigo decidir de qual gosto mais. Por isso aqui ficam as duas.





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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

À distância


Em 2006 o Portugal Musical foi abalado pelo furacão "Humanos".

Com músicas e letras de António Joaquim Rodrigues Ribeiro AKA António Variações, os "Humanos" trouxeram de novo para a ribalta a genial obra de Variações.

Na altura, "Maria Albertina" e "Muda de Vida" inundaram os top's, mas raras jóias como "Já não sou quem era", "Adeus que me vou embora", "rugas" ou "Gelado de verão" ficaram para sempre. Variações tinha, pelo menos, mais um álbum para nos dar.
Camané(quase predestinado para "fazer" de Variações), David Fonseca, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves mostraram ao mundo a obra perdida em caixotes de cartão como os que António carregava quando era empregado da mercearia do Sr. Coelho,e ainda bem.

A música portuguesa não podia perder estas últimas pérolas de um dos seus maiores vultos.

A música agradece aos Humanos e nós agradecemos ao génio de António.




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Ouroboros, A cobra de Jung

Não muitos homens tiveram agruras na vida como este. Esta canção veste-se de autenticidade para ele.

Ainda mais a merece quando «Please, please me», o primeiro êxito dos Beatles, foi composto por John Lennon tentando emular o seu ídolo, Roy Orbison, na sua típica cadência lenta e uivante. Depois aceleraram o ritmo da canção, e o resto é história.



Título alternativo: A lei de Lavoisier contra-ataca.

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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Assassinos Natos




Se os escritores cantam, porque não os realizadores.
A diferença é que o Jim até faz uma perninha jeitosa.

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