Parece ganhar forma uma discussão sobre qual a canção que deve simbolizar a senda da selecção de Portugal no mundial de futebol da África do Sul.
Quarta-feira, 31 de Março de 2010
A do Tiago Guillul, claro
Segunda-feira, 29 de Março de 2010
Call me
Jorge liga-me quando puderes.
Amanhã à tarde de preferência :)
*Sábado vamos ás minas de Carris, queres vir????
Domingo, 28 de Março de 2010
Hipocrisia (Quase) Neo Con
Eu cá não ligo nada a marcas, à aparência,nem à opinião dos outros mas tenho:
Um Panda
Um Sony Vaio
Um iPod Nano
Umas All Star (Falsificadas)
Uns óculos à Dylan
Um casaco à James Dean
Uns Pins dos Beatles
Uma conta no Facebook
Um maço de tabaco Ventil
Um brinco na orelha (raramente)
Umas Takeshy Kurosawa
Uma lata descomunal
Anarchy in the UK - Sex Pistols
Ainda não gosto disso...
Depois de uma semana em que percorri todas as actividades das quais fugi nas aulas de trabalhos manuais, desde a carpintaria à metalomecânica, e na qual voltei a recordar os dias passados a chegar martelos e chaves de fenda ao meu pai quando ele arranjava alguma coisa em casa, fica o desabafo: ainda não gosto disso. E mais prometo solenemente que não mudo de casa nos próximos 20 anos.
Impossível esquecer o momento em que conheci a voz de Carla Torgerson, quando apressado ouvi pela primeira vez um dos álbuns da minha vida, no caso o segundo dos Tindersticks, mas esses merecem uma atenção maior. Vão tê-la.
Sexta-feira, 26 de Março de 2010
Os 25



Agora é que a corrida estoirou, e os animais se lançam num esforço
Agora é que todos eles aplaudem, a violência em jogo
Agora é que eles picam os cavalos, violando todas as leis
Agora é que eles passam ao assalto e fazem-no por qualquer preço
Quarta-feira, 24 de Março de 2010
Terça-feira, 23 de Março de 2010
Luz primaveril

Ao ouvir a entrevista de Samuel Úria ao programa Pessoal e Transmissível da TSF voltei ao meu primeiro contacto com a música de Úria em Fevereiro de 2009, e ao entusiasmo pela sua música.
Na verdade senti um efeito «Reveal» ao ouvi-lo na rádio. Reveal é um álbum de magníficas canções dos R.E.M de 2001 no qual as canções foram ofuscadas pela produção. Eu e outros fomos reconhecendo a grandeza das canções de Reveal quando as vimos despidas, às canções. Ao ouvir algumas das canções de Nem lhe Tocava só à guitarra o espírito delas manifestou-se, e a luz primaveril entrou.
Segunda-feira, 22 de Março de 2010
Obama SuperMan II

"Obama faz história com aprovação da reforma da saúde "
Este senhor é grande. Muito grande. Ainda alguém questiona o Nobel da Paz????
http://publico.pt/Mundo/obama-faz-historia-com-aprovacao-da-reforma-da-saude_1428713
Domingo, 21 de Março de 2010
A propósito da Cover do Peter Gabriel
Esta senhora tem algumas covers engraçadas, via YouTube. Tudo mais ou menos no mesmo registo, mas algumas valem a pena.
Sábado, 20 de Março de 2010
Imortal é-se quando se não morre
Imortal é quando não se morre. Mas é um autêntico paradoxo quando, para além de se não morrer, se renasce constantemente.
Sexta-feira, 19 de Março de 2010
Quinta-feira, 18 de Março de 2010
Vamos perder-nos
Gosto de jazz. Forcei-me a gostar, e aprendi a ouvi-lo quando o grande João, bartender do bar do Instituto da Juventude de Viana me disse «o Jazz não se ouve, sente-se», a propósito do quádruplo álbum de Miles Davis ao vivo em Estocolmo que eu catrapiscava noite após noite na sua prateleira(para abreviar, ele deixou-me copiar os cd).
Quarta-feira, 17 de Março de 2010
Faz frio na Suécia
Hipnótica e cortante, a voz de Fever Ray descreve paisagens interiores. Não há calor na sua voz, só factos e unidades discretas de informação. Mas a beleza não tem que ser quente e acolhedora. É de cristal a frieza dos The Knife.
E para quem ainde tiver paciência de ver Karin aka Fever Ray com dEUS:
E tudo os Vampiros levaram
E tudo os Vampiros levaram
Terça-feira, 16 de Março de 2010
Oeiras - Liverpool - Cidade do México
Selecção de Estrelas. Nem sempre ganha, mas quase sempre dá espectáculo. Vamos esperar pelo resto do plantel.
Com os Beatles aqui ao lado.
Segunda-feira, 15 de Março de 2010
Era a última carta restante para jogar
Permitam-me que use de um falso intimismo para lhes dizer que gosto muito desta música dos 'The Doors'. Hoje algo novo me plantou esta melodia velha na cabeça. Jim Morrison, di-lo no fim desta canção, estava em busca de um novo amigo, o Fim. O seu amigo já vinha a caminho e tardou apenas três meses.
E sabe tão bem

Por estes dias ouço em alta-rotação, até porque não poderia ser de outra maneira, Crazy Rhythms álbum de estreia (1980) dos The Feelies. Crazy Rhythms é indie rock, puro um pouco acelarado, guitarras cruas como nunca ouvi, a beber directamente da fonte dos Stooges/Iggy Pop. Da mesma escola de gente como os Violent Femmes, Mark Mulcahy, Pixies e claro dos R.E.M. cujas semelhanças são indisfarçaveis. Por isso não é de estranhar que o 2º álbum, The Good Earth para o qual parto sem demora tenha co-produção de Peter Buck.
Com gente deste calibre quem quer saber dos Vampire Weekend ?
O passado continua a ter mais futuro que o presente. Triste sina...
Domingo, 14 de Março de 2010
Encontramo-nos em Berlim
Quinta-feira, 11 de Março de 2010
Pós Modernos, versão João César Monteiro
Houve tempos em que me levantava do meu beliche, vestia a farda, descia pelo varão e saltava para o carro à desfilada com os pirilampos ligados ao alarme de um novo disco dos GNR. Os tempos são outros, mas tal como com os R.E.M, nunca cesso de ter esperança.
Eu sou daqueles que a Inês Menezes não gosta(conferir entrevista a Guillul na Radar; eu cá gosto muito da Inês Meneses desde aqueles duetos fabulosos com o Fernando Alves nas manhãs da TSF), porque sou exigente com o standard que os GNR deviam manter por respeito a si próprios. Cair numa espécie de sarjeta Stoniana tal qual aconteceu com os Xutos não seria o que desejaria aos GNR. Dizer que o Reininho se acomodou, só não é exacto porque o álbum a solo o desmente em boa parte, e eu fui dos que comprou a rodela de plástico, porque gostei do que ouvi. A colaboração com o Alexandre Soares deu-me saudades dos GNR.
O último grande álbum desta grande banda foi para mim Pop Less, já do ano 2000. Mudaram um pouco o som, mas deram-lhe uns ares Burt Bacharach que não me desgostaram de todo, eu que tinha a colaboração do Burt com o Costello ainda fresca nos ouvidos. As letras foram, depois de muito tempo adultas e incisivas (acaba às Portas de Benfica o Mundo pequeno dessa gente - felizmente já vivo a Norte desse pequeno mundo, aí uns 100 metros). Canções lúdicas e deliciosamente experimentais como Pop Less, simplesmente lindas como Essa Fada, ou com produção exímia como Bem Vindo ao Passado. Achei que era a entrada dos GNR num certo público etariamente mais velho e mais sofisticado. Deve ter vendido pouco porque o próximo álbum, Ao lado dos Cisnes (bem ao lado) atacou furiosamente(sem êxito pelo que sei) a camada adolescente que faz as delícias bancárias do Zé Pedro Doutor Rock'n'Roll.
Há uns GNR que expandem a mente, mesmo sem receita médica. Aqui estão eles com a realização pós-moderna e post mortem de João César Monteiro. Venha o novo álbum. Espero por ele (a temer, a tremer).
Quarta-feira, 10 de Março de 2010
Um ano são quantos dias?
Muitos certamente. Uma brincadeira de três irmãos chamada faseberlinense, despoletada por dois concertos assistidos pelos três no mesmo dia - um do Tiago Guillul na Fnac do Braga Parque, e outro mais amplo, incluindo FlorCaveira e Amor Fúria na Casa das Artes de V.N.Famalicão, - durou esses dias todos. Continua uma brincadeira centrada na música, da que gostamos e de outra que até respeitamos mas que não gostamos por aí além. Não temos pretensões que não sejam irmos trocando umas ideias, essencialmente entre nós os três, embora não deixe de ser interessante que um número pelo menos para mim inimaginável de pessoas nos vá seguindo diáriamente. Para esses, obrigado pela paciência, e as desculpas pela qualidade por vezes sofrível.
Segunda-feira, 8 de Março de 2010
PESADELO ! Em Peluche

aqui.
Aviso já que a coisa não promete. Mas a capa é tão fofinha. Oh...
Domingo, 7 de Março de 2010
Quase ganhou!

O estreitamento das relações entre Portugal e a Venezuela segue a bom ritmo. Agora até no festival da canção.
Ora vejam bem na foto se não é Hugo Chavez, himself, a tocar uma guitarra portuguesa que lhe foi oferecida pelo amigo José. Prenuncia-se que a guitarra de fado será próxima grande exportação para a Venezuela a seguir ao Magalhães.
Não consta que o rei de Espanha tenha sido convidado para interpretar o seu êxito «por que no te callas» escrito a meias com Tony Carreira(e com um rapaz mexicano que não é citado nos créditos).
Virou !
E andamos nós entretidos com Rancho Eléctrico e com gajos a dançar "Roque Tradicional Português".
JUMP JUMP JUMP
Com a onda saudosista que por aqui vai, admira-me que isto ainda não tenha cá vindo parar.
*Já agora, se alguém conseguir dar uma explicação cabal da diferença entre RAP e HIP HOP, é bem-vindo.
Sexta-feira, 5 de Março de 2010
Tom Zé, o Plagiador
Se há alguém que nos ensina pelo processo reverso ao da edificação, esse alguém é Tom Zé. Ele não constrói as nossas crenças, apenas as desconstrói, infundindo ideias subversivas nos nossos aparentemente inabaláveis edifícios lógicos, abrindo fissuras onde elas seriam menos esperadas.
Pensamento lateral, descentrado. Tom Zé é o verdadeiro excêntrico no bom sentido, e também é um confesso plagiador, ora oiçam (Jobim que se cuide):
E como bónus, aqui fica uma descrição da actuação de Tom Zé na minha amada terra, que é Guimarães.
Quarta-feira, 3 de Março de 2010
Crescendo uma canção
Já fiz crescer feijões, e até vou crescendo filhos, mas invejo o talento dos que crescem canções(das boas, que das fracas até eu).
Uma das maiores epifanias da minha vida em termos de audiofilia, foi a compra da Antologia 2 dos Beatles, lançada em 1995. Escolhi este volume em particular porque apanha a fase de 66 a 67, sem dúvida a mais fascinante da banda, pois que apanha 'Revolver', 'Sgt Pepper's' e 'Magic Mistery Tour'.
Para além de muitas canções de ensaios ou demos que lá se ouvem e não ficam nada, mas mesmo nada a dever às versões produzidas e lançadas, tal a qualidade das composições e dos músicos, acontece no início do segundo disco o momento mais mágico a que já assisti na música: o crescimento de uma obra prima, desde a gravação da demo no intervalo das filmagens de uma película que Lennon rodou em Espanha, até à sua versão quase definitiva.
«Strawberry Fields Forever» é o tema, e o youtube estava lá.
PS: Mais algumas incontornáveis da antologia 2 (é que nem dormi de noite por as ter deixado de fora do post):
«Tomorrow Never Knows», gravada com samplers e sequencers? Não, isso não existia em 66.
«I am the walrus», despida de orquestra, mas poderosa:
«You know my name», a canção brinquedo de Lennon e McCartney, gravada aos bocadinhos durante três anos:
Termino com a música que o Paulo referiu nos comentários deste post. A maior banda do mundo divertia-se à grande:
Terça-feira, 2 de Março de 2010
Alguns foram, outros permanecem
Chegamos a uma fase da vida em que necessariamente temos que assistir à penosa e inexorável decomposição da nossa infância. Lentamente, as pessoas que a preencheram vão-se perdendo no nevoeiro. Estamos anos sem já nos lembrarmos delas e um dia a notícia do seu desaparecimento chega. É um pouco de nós que vai com eles.
Não encontro melhor canção do que «In my Life» dos Beatles para descrever esse sentimento de perda. É a música preferida de Paul Simon dos Beatles, e a sua autoria foi disputada por Lennon e McCartney, mas nunca cabalmente esclarecida.
Esta canção é dedicada às seguintes pessoas, que nomeio com as alcunhas oralizadas, sem ordem de importância: Sequinho, Cuf, Fim Bolas, Sejoaquim do Taburno, SeCarmindinha, Mitó, Manel Tarão, Tio Neca, Papi, Mami, Minguinhos, João Niscro, Manel Saruga, Jerónimo Mendes, Manel Fina e Ana Raínha. De outros me lembrarei ou me lembrarão.
Folhas Caídas

Enquanto espero pelo hipotético novo trabalho dos Mazzy Star, cultivo a minha paixão platónica por Hope Sandoval, redescobrindo Bavarian Fruit Bread, aquele que bem podia ser o 4º de originais dos Mazzy Star, e antecessor de Through the Devil Softly, trabalho de 2009 e que vai já no embalo.
Hope Sandoval não muda aquele registo de voz enebriante e é também isso que me condena à escravidão. O resto está à vista.
