Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Entre a paixão e o desespero
Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
Especial
O homem precisa ser superado. Por isso necessitas amar as tuas virtudes, porque por elas morrerás”.
Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
Ai Alemanha, Alemanha, de que é que tu estás à espera?

“A União Social Cristã (CSU) da Baviera, partido coligado com a União Cristão Democrata (CDU) da chanceler Angela Merkel, exigiu que a Grécia abandone a união monetária europeia devido à crise financeira que enfrenta.”
Esta frase é retirada de uma notícia da Agência Financeira e é o reflexo do egoísmo Europeu, particularmente dos nossos parceiros Alemães.
Antes de mais nada, uma pequena recordação histórica:
A Alemanha, causa das duas Grandes Guerras Mundiais, é a prova viva do sucesso do processo de integração europeia. Se no final da 1.ª Guerra Mundial a Alemanha foi severamente punida pelo tratado de Versalhes (ignorando os aliados os conselhos do Presidente Americano Woodrow Wilson), levando a um atrofio da economia alemã e ao consequente desvio populista que nos leva à génese da eleição de Hitler e consequentemente à 2.ª Guerra Mundial, no final desta 2.ª Guerra a Alemanha dividida pelos acordos de Ialta e Potsdam foi reconstruída e levantada pelo dinheiro Americano do Plano Marshal. Depois, rebocada pela visão de Robert Schuman e Jean Monnet (Ministro dos Negócios Estrangeiros e Presidente Francês em 1951, respectivamente), que queriam criar um movimento de integração europeia e evitar outra guerra, a Alemanha Ocidental foi um dos países fundadores da CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço), organização embrionária da União Europeia. Mais tarde, impulsionada pela visão do seu Chanceler Helmut Kohl, a Alemanha reunificou-se e a Alemanha Oriental foi objecto de ajuda por parte das instituições europeias (é certo que nesta altura já a Alemanha Ocidental era um dos principais pagadores do bolo europeu). É impossível prever o caminho da Alemanha e da Europa sem o caminho traçado por Schuman e Monnet, mas este seria certamente diferente.
Hoje, a Alemanha está relutante em ajudar a Grécia (culpada, sem apelo nem agravo da situação em que se encontra). Não vou aqui discutir a questão dos mercados e das Agências de Rating, essencialmente porque não me sinto na posse de todas as habilidades para o fazer, mas vou sim apontar o dedo a esta Alemanha egoísta, muito diferente da Alemanha de Kohl e de Gerhard Schroeder. Politicamente, ninguém mais que a Alemanha tem obrigação de ajudar. Ninguém aqui está a pedir que a Alemanha suporte todos os desvarios económicos dos seus parceiros europeus. Pede-se sim solidariedade de quem pertence a uma União política, económica e monetária que passa neste momento por enormes dificuldades. A Grécia é o que todos sabemos, Portugal tem um problema gravíssimo de défice orçamental, Espanha é uma bomba prestes a explodir onde 20% da população activa depende da construção num país em que as casas valem…nada. Enfim, este é um enorme desafio que a Europa tem pela frente, e o que se pede à Alemanha é solidariedade e confiança, e não se lha pede a qualquer preço. À mesma escala pedem-se medidas concretas e sacrifícios aos países em dificuldades. A Alemanha e a Europa têm de acreditar nos seus parceiros.
Imaginemos por um momento apenas que um dia, Schuman e Monnet não tinham acreditado na Alemanha.
*este artigo vai ser publicado na edição de Maio do Jornal Reflexo
Terça-feira, 27 de Abril de 2010
Hiroshima meu amor
Penso que ele se estava a referir aquela música dos Da Vinci(ou ao filme do Alain Resnais, ou ao livro da Marguerite Duras), e concordo plenamente, faz sentido celebrar Hiroshima.

[Polygram - 1982]
Com um agradecimento ao blog Viva80s
Sobre o calor
Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
A caixa de Annie
Domingo, 25 de Abril de 2010
A eterna juventude: Sonic Youth, 23-04-2010, Coliseu do Porto
A minha história com os Sonic Youth começa, como não podia deixar de ser, nos 90's com Dirty. Já estes senhores levavam mais de 10 anos de carreira e alguns álbuns seminais como EVOL, Sister, Daydream Nation e Goo. De Dirty para a frente, para além de dissecar os supracitados, acompanhei regularmente a carreira singular dos Jovens Sónicos, com incidência especial em A Thousand Leaves e Murray Street. São para mim uma referência. Um caso à parte.
Sábado, 24 de Abril de 2010
Argento vivo
Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
Estou a gravar o silêncio

Martin Hannett foi o visionário na cabine dos Joy Division, lapidando o diamante que já eram os Warsaw. Liberta o baixo de Peter Hook, amestra o talento inato de Bernard Sumner, conjuga as palavras de Ian Curtis e com aquela batida marcial, seca e concisa de Stephen Morris preenche a atmosfera da gélida caverna que é o inigualável som dos Joy Division. Closer e Unknown Pleasures são o que se sabe, duas obras primas, do mais primo que há.
Foi também co-fundador e arquitecto sonoro da lendária Factory Records, figura central de Madchester e Manchester dos anos 70 e 80. Por isso é sem qualquer surpresa que nesta compilação se encontram Joy Division, New Order, The Durutti Column, Happy Mondays, OMD ou Buzzcocks. Já com alguma surpresa encontro gente consagrada, como os saudosos e à altura desconhecidos U2, Psychedelic Furs ou Nico, com os The Invisible Girls para uma versão mais guitarrada de All Tomorrows Parties.
Com estes partilharam o génio e a loucura de Martin Hannett uma mão cheia de bandas ou artistas, com tanto de desconhecidas como de interessantes. O poeta punk John Cooper Clark, Basement Five, Jilted John, Slaughter and The Dogs e os Section 25, com a espectacular Friendly Fires ( a dar nome aos... Friendly Fires) são nomes para ir descobrindo.
Os Stone Roses também
De todos eles Martin "Zero" Hannett, conseguiu extrair melhor que ninguém a essência e inocência. Deve ter sido um génio. Parece-me que sim.
O palhaço de Deus
Henry and Sunny, a curta metragem protagonizada por Paulo Bragança, encontra-se em fase de submissão a vários festivais em Portugal. O trailer, uma entrevista com Paulo Bragança e outros materiais podem ser acedidos no site português do filme.
Link para o site português de Henry and Sunny
O filme tem uma política de exibição bastante aberta, pelo que encorajo quem tenha algum evento no qual se encaixe a exibição desta curta de 15 minutos a contactar a produção(os contactos estão no press pack acessível num link a vermelho).
Terça-feira, 20 de Abril de 2010
Luz Branca / Calor Branco
Escrevi uma vez algures que os LCD Soundsystem seriam porventura os naturais herdeiros dos Velvet Underground. Têm pinta, são de New York e um tanto ou quanto desalinhados. A ideia não colheu.
Tudo bem que se vão esforçando, mas tanto ?
Feliz 30º aniversário
Os R.E.M. celebram 30 anos de carreira em Abril. Há cerca de dez anos lembro-me de andar pelas ruas de Vigo, Galiza, a procurar a filial da SEUR, o único local onde se vendiam bilhetes para o concerto da banda no Recinto Ferial de Cotogrande. Foi complicado pois ninguém conhecia os 'are i em', mas a salvação chegou quando ouvimos falar em 'Los Ren' na rua e finalmente percebemos.
O concerto, num recinto relativamente pequeno, foi bom por podermos ver a banda bem de perto, e em forma na digressão de Up. Não foi sem surpresa que vimos Mike Mills aparecer com um cachecol de Portugal ao pescoço para gáudio dos que tinham atravessado o rio Minho. Ele explicou que tinha adorado o público português no concerto anterior, precisamente o do Pavilhão Atlântico.
Curiosamente os Galegos não acharam mal...
Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
Uma orgia à moda Baptista.
A FlorCaveira em peso no palco do MusicBox.
Hoje sem falta

Comprar o novo dos Mão-Morta. Arranjar maneira de assistir ao concerto do dia 29 no Coliseu dos Recreios.
Espero um grande disco dos Mão-Morta. O universo simbólico deste disco é irresistível: a obra «Atrocity Exhibition» de J.G.Ballard, que morreu precisamente há um ano.
Gosto da escrita de Ballard, que põe a descoberto as facetas do lado escuro do indivíduo. Crash, que conheci primeiro nas imagens de Cronenberg, foi uma fonte de perplexidades para mim, e é um dos meus livros de culto. Atrocity Exibhition já tinha antes flamejado Ian Curtis, que nele fundeou a canção que abre Closer da Joy Division.
Dos Mão-Morta espero standards elevados e não me intimido com o avanço Pop do primeiro single. Ele vai simplesmente atrair muitos inocentes à teia da aranha.
Domingo, 18 de Abril de 2010
O abissínio
PARTIDA
Demasiado visto. A visão percorreu todos os ares.
Por demais sofrido. Rumor das cidades, à noite, ao sol, e sempre.
Por demais sabido. As estocadas da vida. - Ó Rumores e Visões!
Partida no afecto e no ruído novos!
Excitação! Foi descoberta por acaso uma nova foto de Rimbaud, sentado plácidamente no terraço do Hotel Universo, em Áden. Se o visse na rua não o reconheceria, mas à sua poesia sim.
Fica a música desse filho de Rimbaud, que viaja também por Arábias desconhecidas.
Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Holocausto
O vídeo aí em cima é apenas um pequeno resumo de uma grande obra, maior do que qualquer outra que vi até hoje.
Já li muito sobre o holocausto, já vi alguns documentários sobre o holocausto, já vi filmes sobre o holocausto, mas The Last Days é devastador.
O documentário, premiado pela Academia com o Óscar para melhor documentário em 1998, centra-se no testemunho de cinco judeus húngaros, sobreviventes do holocausto e que encontraram guarida nos Estados Unidos da América. É principalmente a descrição de pequenos pormenores que cada um deles viveu (a história de Irene com os diamantes é emocionante), a forma como passados tantos anos ainda não conseguiam perceber o porquê de tanto ódio, a perplexidade como recordam momentos que até para eles que os viveram continuam surreais, que faz deste documentário uma obra nada menos que obrigatória.
A verdade é que o ser humano é pródigo na tentativa de extermínio de povos inteiros, desde o Genocídio Arménio, ao Massacre de Srebernica, e outros tantos a que vamos assistindo.
Porquê ?
Quinta-feira, 15 de Abril de 2010
A angústia adolescente
A minha vida não cabe num post
A propósito de uma conversa com o Vidinho e o Fernando da Cristininha fui parar a um vídeo dos LX - 90. Para lembrar o Fernando dos seus tempos antigos e para mostrar ao Vidinho por onde andou o aclamado DJ Vibe antes de o ser, quando ainda era Tó Pereira (ou DJ Tó, como aparece nos créditos).
Dai aos Heróis do Mar foi uma passo óbvio.
Quando dei por mim estava a revisitar algumas das músicas com as quais cresci. Aquelas músicas que ouvia no quarto do Paulo e do Gusto, primeiro na aparelhagem Sony que o Pai há não muito tempo roubou do meu quarto e mais tarde na Pioneer (penso que não me engano) que está agora no quarto do Paulo e que veio do café.
Aquelas tardes intermináveis a tirar os CD's do Paulo(aqui começou a saga de destruição do património discográfico do Paulo) e a ficar, ora deitado na cama a ouvir a altos berros, ora em cima dela a fazer as vezes de vocalista.
Foram esses os primeiros passos que dei na música. Foi com essas músicas que o "bichinho" cresceu. Foram essas, algumas ouvidas até à exaustão, que gravei em cassete para ouvir no Walkman Sony do Paulo a caminho para a escola, entre a Pedreira e o Ciclo, via Alvite. Foi ao som dessas músicas que me encheram de maluco os meus amigos, que não compreendiam porque é que eu ouvia aquilo. Algumas delas já não as ouvia há anos. Lembrei-me do primeiro CD que me deram de prenda. "Resistência ao Vivo no Armazém 22", oferecido pelo Paulo. Enfim. Foi a partir daqui que comecei a perceber as Siglas que os meus irmãos escreviam na parte de fora dos livros e dos cadernos da escola. As tentativas de converter o Carlinhos, que pacientemente me aturava, nos tempos em que o tio Tónio saia ás 10h e ele esperava por ele lá em casa.
Enfim
Foi uma bela viagem, cheia de imagens que tenho pena não poder transportar para este post.
Este Post é sobre tudo e sobre nada. A música que lhe dá vida acaba por ser o que menos importa.
Terça-feira, 13 de Abril de 2010
Dois heróis portugueses
O Mitó era o Belarmino da pintura, o Belarmino era o Mitó do boxe. Belarmino morreu atropelado, o Mitó morreu atropelado. Ambos tinham na cabeça façanhas inalcançáveis, ambos sabiam dar à sola na face do perigo. Ambos viviam um certo tipo de grandeza na miséria, ambos representam um certo tipo de portugalidade.
"Ateus britânicos querem Papa preso quando visitar Reino Unido"
"Ateus britânicos querem Papa preso quando visitar Reino Unido"
Sábado, 10 de Abril de 2010
Como se diz em Sande, "nem pás solas"
Prometo que vou reservar tempo para uma audição mais cuidada de "Californication", mas numa "parada" rápida pelo álbum, a primeira coisa que me veio à cabeça foi o titulo que podem ver acima. Nem pás Solas.
Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
A arte do lapidador
Nos comentários do post com a cover do John Frusciante, o Pedro diz de forma sacrílega que os Red Hot Chili Peppers merecem ser lembrados pelo Blood Sugar Sex Magik e por um par de canções do Californication.
A prova que em Portugal também se fazem excelentes videoclipes.
E boa música já agora. Em Berlin espera-se pelos próximos passos da Feromona.
Quinta-feira, 8 de Abril de 2010
A canção da sereia
Com nascente na pena de Tim Buckey, pai de Jeff, Song to the Siren foi ouvida pela primeira vez no seu álbum de tonalidades experimentais Starsailor, de 1970. Mais tarde os This Mortal Coil, colectivo de músicos da 4AD marcariam o som dos anos 80 com uma versão desta canção.
John Frusciante, ex-guitarrista dos Red Hot Chili Peppers e um daqueles que já viu o inferno e voltou para contar, nunca escondeu o seu amor às grandes canções, e é com amor que aborda Song to the Siren, lançada no ano do seu nascimento.
Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
A queda ?

Cheira-me que está a cair o último bastião de liberdade musical em Portugal. Vou esperar para ver e, possivelmente, decretar a hora da morte.
É caso para dizer que sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço.
Terça-feira, 6 de Abril de 2010
Pay my respects
Viagens na minha terra
Domingo, 4 de Abril de 2010
A do Estebes, como num pudia deixar de ser

Está lançada a discussão sobre a música que deve acompanhar a Selecção Nacional, se assim podemos chamar a um colectivo luso-brasileiro, até à África do Sul.
Apreciei a dupla jogada do Tiago Guillul, com a entrada a pés juntos sobre os Black Eyed Peas e a tentativa de contornar a barreira do alternativo rumo a territórios mainstream outrora ocupados apenas por gente como Tiago Bettencourt ou João Pedro Pais, mas vai daí não reconheço à música das muralhas qualquer significado ou conotação futebolística.
Pois bem, o meu irmão diz a do Tiago Guillul, claro, eu digo A do Estebes, como num pudia deixar de ser.
Enquanto eu seguia o México '86 em frente à televisão como um polícia e elegia Diego Armando Maradona como o melhor futebolista de todos os tempos e tempos que hão-de vir (sem direito a discussão) e ídolo no que à bola diz respeito, o meu irmão entretinha-se a desenhar a giz o Pique, esse aí de cima, na parede de casa.
Quinta-feira, 1 de Abril de 2010
Fados com Ph, portanto Phados

É, felizmente cada vez menos, o segredo mais bem guardado da música portuguesa, que nem a colaboração com Rodrigo Leão dando voz a Pasión conseguiu desvendar.
Não gosto muito destas comparações, mas uma espécie de Paulo Bragança de saias, que acaba por ser o nosso Caetano, com alma que nunca mais acaba. Singular a interpretação de O Quereres, bem como de Gaivota, a fazer corar de vergonha o colectivo Amália Hoje, sem mais comentários...
Que a onda cresça e Phados tenha sucessor.
Senhoras e Senhores, Lula Pena
Paulo Bragança e o palhaço que há em nós

Chegou a segunda de três partes da entrevista de Paulo Bragança, enquadrada na sua participação na curta Henry and Sunny, do realizador Irlandês Fergal Rock.
Nesta segunda parte, Paulo fala da sua participação no filme Tráfico de João Botelho e da sua empatia com Henry, um palhaço muito conhecido mas desempregado, que como Paulo diz a certa altura, veste a sua pele.
Estou curioso de ver este filme em Portugal.
Henry & Sunny - Paulo Braganca Interview Part 2 from HenryandSunnyFilms on Vimeo.








