Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
Raiva contra o fim da luz
Sábado, 29 de Maio de 2010
Dennis Hopper

Assistia ontem no canal ARTE ao excelente documentário Dennis Hopper Créer (ou crever), que grosso modo faz uma retrospectiva sobre a obra artistica do actor, realizador, fotógrafo (as capas dos Best Of I e II dos The Smiths são dele, por exemplo). Notável, acima de tudo inquieto, viveu a sua arte e a dos outros como poucos. E hoje morreu.
A morte continua a fazer anjos.
Monstruosa interpretação em Apocalypse Now
Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
Death makes angels of us all
13 anos passaram sobre o dia em que de forma abrupta e absurda o mundo ficou mais pobre. Jeff lançou-se ao rio e não mais voltou.
Para trás deixou um legado incomparável. Referência para muitos, respeitado pelos melhores, imitações falhadas...
Grace é o expoente máximo. O melhor disco dos 90’s.
O melhor disco de todos os tempos ?
Para mim seguramente o mais marcante. Porque passados todos estes anos continua excessivamente belo. Pede para ser ouvido, chama por mim de forma irresistível. Continua o provocar o corropio de emoções de há 16 anos.
Comprei-o em 1994, compreio-o em 2004, espero comprá-lo em 2014.
Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
Meus queridos 80
Quarta-feira, 26 de Maio de 2010
Saudades do futuro
Aquando da última reunião Berlinense, falava com o Jorge e veio à tona o abuso das referências por parte de alguns ajuntamentos musicais do nosso tempo. É uma verdade que dói.
O objecto da cópia vai muito além da falta de originalidade. Assenta numa preguiça talvez involuntária que de certa maneira entupirá a veia criativa de muita gente, que provoca não só a náusea sonora que vamos comendo no dia a dia mas a pasmaceira total neste País musical que, como o supracitado Jorge já por estas bandas referiu, até chegou a ter à mostra a seringa para injectar sangue novo a esta urge musical.
V, de Tiago Guillul é talvez o estandarte daquilo que acima escrevi. Pergunto-me como será possível passar de uma obra de indiscutível qualidade(que estará por muitos e muitos anos na prateleira da qualidade da música portuguesa) no anterior IV, para a absurda confusão musical de V. Tiago Guillul arrisca-se a ser o Hugo Leal da música Portuguesa.
Ainda hoje me parti a rir com a crítica do Galopim (que tem honras de 5.ª feira Santa em IV) no Sound + Vision. Mas o gajo entendido em música é ele, e a mim só me resta rir quando ele diz que V "é um disco que, se musicalmente procura atingir caminhos nunca antes visitados desta forma, nas ideias e relação com a sua identidade, mantém-se fiel a quem não deixou de ser".
Não me vou alongar muito mais porque, sinceramente, não me restam muitas mais palavras para descrever o que ouvi e, com muita pena o digo, voltei a ouvir. Apenas dizer que ainda há por ali alguma coisa a aproveitar, e não foi inocentemente que "São Sete Voltas..." foi a primeira a sair cá pra fora.
Acredito sinceramente que sem a pressão mediática e sem o folclore que foi criado à volta da FC, Tiago Guillul volte em breve com a qualidade que fez dele e do resto do pessoal de Queluz e SDB a coqueluche da nova musica Portuguesa.
Mas ó Tiago, que seja rápido.
Terça-feira, 25 de Maio de 2010
Escapou-me, mas já a apanhei
Sábado, 22 de Maio de 2010
Keep on playing those mind games
Keep on playing those mind games
Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
Guilty Pleasures Part III - Ho god! Kill Me

O gozo que eu levarei por este post provavelmente não valerá o esforço de o explicar, por isso.
Digo apenas que por vezes o Mainstreem é invadido por grandes músicas.
Mentira!!
Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
Uma revolução? É para já (de pai para filha)

Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
É disto que a gente vem falando
"Os vagabundos do rock and roll adolescentes enchem as ruas de todas as naçoes. Entram pelo Louvre e atiram ácido para o rosto da Mona Lisa. Abrem as jaulas dos jardins zoológicos, as portas dos manicómios, prisões, rebentam condutas de água, levantam o chão das casas de banho dos aviões de passageiros, fazem pontaria aos faróis, deixam os elevadores apenas presos num dos cabos, entopem os esgotos, atiram tubarões e raias, enguias e candirus para as piscinas..."
Terça-feira, 18 de Maio de 2010
Por vezes apetece
Acordamos de manhã e vemos as ruínas do país, incluindo do país pop rock, no qual só parecem ser lançadas mediocridades em cima de mediocridades, cópias de vampiros de fim de semana e outros copy pastes promovidos à categoria de criações, e pensamos que na verdade precisamos é de dormir até que o tédio desapareça.
Domingo, 16 de Maio de 2010
A feira do livro já valeu a pena
Sexta-feira, 14 de Maio de 2010
Portugal é grande
Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Wouldn't It Be Nice?

“Pet Sounds” é daquelas coisas que nos atinge tão rápido quanto forte.
A Obra-prima de Brian Wilson é deliciosa.
Depois de ouvir “Rubber Soul”, dos Beatles, Wilson meteu os pés ao caminho e disse: “Desafio-me a fazer um grande álbum”. “Rubber Soul” sai nos States em Dezembro de 1965 e imediatamente Wilson começa a compor. Todas as faixas do álbum são compostas entre Dezembro de 65 e Janeiro de 66, com excepção de Sloop John B, numa pareceria entre Wilson e o recentemente contratado Tony Asher, um escritor de Jingles (o Charlie Harper lá do sitio).
No entretanto, os restantes Beach Boys andavam em digressão no pacífico e quando voltaram deram de frente com grande parte do álbum já alinhavado. Inicialmente houve muita resistência por parte dos restantes membros, mas depois de Wilson os convencer que iriam ser maiores que os Beatles, a resistência desapareceu. Gravado no inovador sistema de Phill Spector, o hoje famoso Wall of Sound(Brian Wilson terá dito que deu nome ao álbum pelas inicias de Phill Spector) , Pet Sounds é considerado unanimemente um dos melhores álbuns de todos os tempos. O NME, o Times e a Mojo dizem mesmo que é o melhor. A mim, Pet Sounds apanhou-me pelo lado mais forte.
Um dia, ainda no velho Saxo, com o Paulo ao volante, ouvi o registo ao vivo de Brian Wilson, gravado em Londres, durante três noites em 2002. A coisa já ia a meio. A primeira música que ouvi foi “God Only Knows”. Lembro-me de ter pensado que aquilo devia ser um concerto com uma orquestra ou algo parecido. Mesmo ao vivo aquilo era tão perfeito…
Depois foi consumir. Já quando era eu a conduzir o Saxo lembro-me de ter os 2 álbuns (Pet Sounds+Pet Sounds Live) na caixa de 6 cd que aquela bela máquina suportava. Mais uma vez o que o Vidinho não sofreu. “Foda-se. Tou cheio de ouvir isto!”
Os tons psicadélicos com que Wilson pintou este álbum tornam-no estranhamente belo. Músicas como "You Still Believe In Me", “Don’t Talk (Put Your Hand on My Shoulder)” ou “Let´s Go Away For a While” são disso bom exemplo. A cereja no topo do bolo é indubitavelmente “God Only Knows”. Com uma melodia que embala qualquer recém-nascido, “God Only Knows”, que Paul McCartney jura ser a sua música preferida, foi uma inovação a vários níveis. A sua estrutura melódica e as harmonias vocais foram algo nunca visto à altura, e se a isso juntarmos a complicada produção com que Wilson a vestiu, temos uma canção singular. De salientar também os estranhos instrumentos que Wilson foi escavar para embelezar as palavras de Asher. Trompas Francesas, assobios de treinar cães entre outras coisas que eu tenho dúvidas que tenham tradução para Português.
Pet Sounds é seminal. Não o considero o melhor álbum de todos os tempos porque haverão sempre os Velvet, mas está, sem dúvida, no topo das minhas preferências. À parte tudo o que significou para a música, Pet Sounds terá sempre lugar na minha caixa de 6 cd’s.
Ficam aqui duas das minhas preferidas.
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010
Tão longe e tão perto
Segunda-feira, 10 de Maio de 2010
Mazgani, Guimarães e a América

Situemo-nos: Song of The New Heart é um excelente disco, melódico que flutua sobre ambientes melancólicos, onde notoriamente pairam os fantasmas de Leonard Cohen e principalmente Jeff Buckley.
Comparemos: Fiquei positivamente intrigado e um pouco curioso com Tell the People, o EP lançado pela Optimus Discos, onde o registo cru e sujo é bem diferente de Song of The New Heart.
Foi esta curiosidade que me levou na passada 6ª feira novamente ao CCVF para ver Mazgani a apresentar o novo Song of Distance. Para quem esperava o jovem introspectivo, carregado de dores de alma e a sofrer de males de amor que Song of The New Heart sugere, foi com surpresa que Guimarães acolheu um pequeno iraniano saltitante, frenético e comunicativo. Ora bem, para mim até demais, eu que dispensava os “bora lá malta”, “é assim malta: vamos curtir bué”e outras formas de linguagem “lá de baixo”.
O certo é que criou uma empatia singular com o público, deu para cantar por entre nós e até em cima das mesas , deu para pôr gente a dançar. Para quem se expressa em inglês vislumbrei até um momento bem português, um semi-fado eléctrico, guitarras sentadas e Mazgani de pé, atrás, mãos nos ombros dos guitarristas, qual fadista. Faltou ao momento a mãozinha no bolso, o cantar em português. Nada que deslustre.
Mazgani fez-se acompanhar da formação mais ou menos clássica de bateria, contrabaixo e na guitarra Pedro Gonçalves, metade dos Dead Combo, produtor de Tell the People e Song of Distance, co-responsável pelo actual som de Mazgani. Competência e consistência a toda a prova.
O concerto começou de forma arrojada com Mazgani a saltar palco fora para o meio do público, megafone em punho literalmente a arremessar-nos com Thirst. A partir daí, para além das restantes (e boas) músicas que compõe Tell the People, desfiou o que deve ser o grosso do alinhamento Song of Distance, confirmando a mudança de rumo com a certeza que funciona muito bem ao vivo. É notória a aproximação aos sons mais rudes de Tom Waits, aos tons mais negros do gospel que reconhecemos em Nick Cave, já herdados de Johnny Cash, e até às composições mais contidas de uns Spain. De todos eles Mazgani certamente surripia um pouco, mas não cai na tentação do "pastiche".
Mazgani tem já uma identidade própria.
Gostei.
Parabéns Gusto

3.º Classificado na Super Especial
5.º Classificado à Geral
Rally Caldas das Taipas Capital das Cutelarias
Domingo, 9 de Maio de 2010
Que besta suja será preciso adorar?

O título foi retirado de A morte de Rimbaud de Al Berto. Esse poema foi lido em voz alta no evento Filhos de Rimbaud e está dentro do livro último de Al Berto, Horto de Incêndio, do qual também já bebeu Jorge Palma o Acordar Tarde. Imperdível.
Num documentário que vi há dias, perguntava-se a Iggy Pop contra quê fazia aquela música tormentosa. Ele respondia que era contra aquela realidade Hippie dos presidentes de multinacionais por vir, contra aquela enorme mentira.
Contra qual mentira nos rebelamos hoje?
Nota pessoal sobre os Stooges: Há uns 15 anos, procurar pelos Stooges em Viana do Castelo era como procurar punks de camisas Tommy Hilfiger, mas numa feira de saldos qualquer arranjei uma coisa chamada Stooges Raw mixes vol 1. que eu pensei ser uma colectânea. Por muito, muito tempo, andei sem perceber que o título era literal e se tratava mesmo de misturas cruas. Depois de andar anos a ouvir aquilo, ouvir o que realmente foi editado oficialmente é como ouvir China Girl do Iggy Pop e a seguir a versão do David Bowie.
Sábado, 8 de Maio de 2010
Eno e Byrne

Estou na mailing list do David Byrne e há uns meses largos recebi a boa notícia da sua nova parceria com Brian Eno.
My Life in the Bush of Ghosts foi o opus que trouxe os samplers para corrente principal da música, Everything that happens will happen today ressoa no projecto The Long Now, interessante já agora, no qual Eno é um proponente. É um álbum em que o experimentalismo de My Life in the Bush of Ghosts não está muito presente. É sóbrio, e para reouvir, apanhando cada fio de novelo que ficou solto da audição anterior.
Quinta-feira, 6 de Maio de 2010
O que é National é bom
E os créditos, porque os artistas da câmara fizeram um belíssimo trabalho:
Quarta-feira, 5 de Maio de 2010
No Livro das caras
Terça-feira, 4 de Maio de 2010
Os NiN morreram, destruam-se os anjos

Domingo, 2 de Maio de 2010
Carta aberta
Sábado, 1 de Maio de 2010
Neil Young e a Fé









