Domingo, 31 de Outubro de 2010

90's Maravilhas de um sucesso só, III

O presidente é Salvador Allende. A banda, Drugstore.

El president, excelente peça abrilhantada por Thom Yorke.

Os Drugstore, esses não ficaram para a história.

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Sábado, 30 de Outubro de 2010

O Rei faz 50 anos



«Quando se atira a bola a um bebé, o reflexo natural dele é agarrá-la com as duas mãos. O meu filho chutava-a com o pé esquerdo.»

Dona Totta, Mãe de Maradona

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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Enfim juntos


Ao fim de mais de quatro anos, os meus livros estão outra vez todos juntos, e eu rodeado deles. Olhando-os de novo, imediatamente me brilhou das mãos uma obra que tenho há muitos anos, e que devia reler com mais frequência: «Conversas com Agostinho da Silva».

Para quem não conhece a vida deste grande espírito renascentista(contemporâneo) português, recomendo a imersão no portal que lhe é dedicado. Para manter o seu espírito vivo, associemo-nos à página do facebook da Associação Agostinho da Silva.

Reencontrei também o documentário, que já revi completamente, «Agostinho da Silva, um pensamento vivo», que mostra o espírito paradoxalmente revolucionário deste grande português como houve poucos.

Felizmente existem registos abundantes do seu pensamento, basta procurar no youtube, mas deixo aqui algo.


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A tempestade


Agora que a tempestade chegou, lembro-me de um álbum indispensável. Gravado ao vivo e editado em 1992, «Fragments of a rainy season» é uma viagem acústica, ao piano e à guitarra, à obra de John Cale.

A capa, com uma citação de «Macbeth» de Shakespeare, foi feita para hoje:

BANQUO
It will be rain tonight.

FIRST MURDERER
Let it come down.

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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

Está na hora...

Está na hora de chamar José Mário Branco à liça...espero que não tenha que postar aqui aquela do FMI...


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Domingo, 24 de Outubro de 2010

A canção perfeita


É raro ouvir a canção perfeita. Apresento-vos uma.

Obrigado ao tubiannounced por me ter aguçado a curiosidade sobre um tal de Sufjan Stevens.

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Sábado, 23 de Outubro de 2010

Evoluir na continuidade


Notícias de Portugal de há 150 anos:

O Estado português tinha um orçamento de despesa que correspondia à média das pequenas nações da Europa, mas com a capitação do comércio externo do país era a mais baixa desse conjunto de estados. Portugal era assim, nesse conjunto de nações, aquele em que o Estado mais gastava em relação à riqueza do país, calculada a partir do seu movimento comercial. Entre 1851 e 1890, as receitas do Estado tinham triplicado , mas as despesas quadriplicado.
in «D.Carlos» de Rui Ramos

Parece que não é de agora que Portugal não é competitivo, não exporta e gosta de viver acima das suas possibilidades. Em 150 anos fechamos o ciclo e voltamos ao mesmo lugar, depois da ilusão do dinheiro da Europa.

Alguma coisa de profundo tem de ser feita na Educação e na cidadania, tudo o resto vem por acréscimo.

No fim de tudo, ainda fica Portugal, sempre.

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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

Macacos no Céu

Doolittle, essa autêntica Bíblia do rock alternativo faz 20 anos.
Não podia deixar de me associar à festa e, porque não, fazer um pouco de serviço público.













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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

metamorfose de uma canção II


Falar de Stones sem falar dos seus contemporâneos, amigos e rivais Beatles é quase uma descortesia.

No álbum derradeiro dos Fab Four, Abbey Road de 1969, John Lennon escreve uma canção de protesto, «Come Together», e decide fazer uma homenagem ao seu ídolo Chuck Berry, repetindo um riff e um extracto da letra da sua canção «You can't catch me». Anos mais tarde o dono dos direitos das canções de Chuck Berry vê aí um filão e vai de processar Lennon. O álbum «Rock'n'Roll» de 1975 tem Lennon a cantar apenas músicas do seu catálogo de direitos.

Here come a flat-top, he was...


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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

metamorfose de uma canção


Foi um dos badalados casos de plágio, no qual os Verve tiveram de acrescentar Jagger/Richards ao compositor Richard Ashcroft após um processo judicial.

Os Verve até tinham pedido autorização para usar um sample da versão de Andrew Oldham de «The Last Time», mas os cedentes acharam que abusaram, e de facto quem ouve apercebe-se que a melodia da versão de Oldham está praticamente toda na canção dos Verve.

Restam duas grandes canções, uma com sabor agridoce: agro para Ashcroft, doce para os avôs pedrados.



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Domingo, 17 de Outubro de 2010

Café e televisão


Espicaçado pelo post anterior fui ver o documentário dos Blur. É do documentário a imagem acima, captada em Glastonbury. A imagem prova, que qual Wally's dos povos, os Portugueses aparecem em todo o lado.

Quanto aos Blur, o auge da sua fama coincidiu com o auge da minha devoção à música Pop, em anos francamente bons e de recuperação de um sentido Britânico da Pop com Suede, Oasis, Blur e Pulp entre outros. Tempos que já lá vão.

Os Blur só com o seu melodismo não me prenderiam a atenção, com as letras mordazes já me fariam olhar para o lado, com a guitarra desengonçadamente brilhante de Coxon fizeram-me admirar.

O álbum Blur foi para mim o melhor, e o fim da pseudo-guerra com os Oasis. Os Oasis fizeram carreira a escrever canções que os Beatles poderiam ter escrito, brilhantemente sem dúvida. O primeiro álbum é um clássico, o segundo beatliza-se ao extremo(com grande sucesso comercial) e depois perdi o interesse. Em Blur, os Blur dizem: «Ai é?, fazer música à Beatles? Peguem lá Beetle Bum!». Só que o discurso continua «e agora uma à Clash, e agora outra à Bowie...etc». Grande colecção de canções.

No geral os Blur no meu entender foram mais consistentes e inventivos que os Oasis, sem dúvida. De resto ainda bem que existiram ambas as bandas.

Quanto à questão se os Blur já tiveram o seu tempo, já sou suficiente velho para ter ouvido vaticínios do fim dos Stones, de Bowie, de Lou Reed e até dos U2.

Hoje tenho uma certeza:

Pop Music is Rubbish
Um dos momentos gloriosos foi a junção de um dos melhores filmes com uma das melhores bandas sonoras:


Ps: Não deixa de ser não surpreendente o facto de o som do álbum Blur ter surgido da decisão da banda de dar mais liberdade a Coxon que já ia demonstrando grandes sinais de insatisfação por ser um ídolo de adolescentes.

Ainda acerca da ressureição de bandas, pensando melhor, revejo o rating de esperança em baixa, porque um scan à minha memória não me lembra de nenhuma reunião verdadeiramente bem sucedida(aqui os Rádio Macau chegaram a ter algum fôlego após reunião e logo voltaram à rasteira e ao pontapé, bem no meio da actuação). Sétima Legião emergiram e afundaram, Delfins bem tentaram ressuscitar. Lá fora os Pixies, Sex Pistols e até Led Zeppelin...tudo por nostalgia ou vil metal.

Venham os novos ou os velhos com novas ideias.

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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Definitely Blur


Por estes tempos quase me convenço que simplesmente não há nada de novo no panorama musical.

Temo bem que isto seja apenas uma desculpa para poder voltar atrás, áqueles que tanto prazer de ouvido me deram no passado.

Por estes dias são os Blur que merecem honras de revisão total e exaustiva.

A propósito, vi o documentário "No Distance Left To Run", realizado por Dylan Southern e Will Lovelace. Um bom documentário, muito intimista e que não trás, como não deveria trazer, nada de novo áquilo que já sabíamos dos Blur. É apenas a história bem contado de uma das melhores bandas dos anos 90, e talvez de todos os tempos (quem me conhece sabe que o exagero é parte integrante da minha persona).

O documentário torna-se apaixonante quando vemos Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree a tocar em pontos mais sensíveis das suas relações e dos problemas pessoais que afectaram directamente a banda.

Arrepia um bocado ouvir o Damon Albarn dizer qualquer coisa como: "No final de tudo, já não estávamos juntos... O Dave estava no final de uma relação fodida e a começar um divórcio horrivel, o Graham era...era um alcoólico...o Alex continuava "trés glamorouse" em West End e eu...eu estava numa espécie de estranha transmutação da minha performance. Vivíamos em sítios diferentes, com amigos diferentes...e foi isso..."

Este documentário dá-nos a sensação que durante a vida dos Blur, as coisas se foram precipitando. Acontecendo uma atrás da outra, sem que os seus elementos dessem por isso, demasiado embriagados ou drogados, ou os dois.

Quando acordaram e viram onde estavam fizeram aquilo que eu considero serem as suas obras - primas, "Blur" e "13".

"Blur" é um álbum que quer mostrar ao mundo que os Blur não são uma banda de miúdos a fazer música para miúdos. Quer destruir completamente o sucesso conseguido e o espectro de criadores da BritPop. Acabar de vez com a palhaçada do confronto com os Oasis e esses desvios Pop. Azar. "Blur" é um sucesso não só no Reino Unido mas também dos States. "Song 2" à cabeça, mas não só. Beetlebum ou M.O.R. (Albarn/David Bowie/Coxon/Brian Eno/James/Rowntree)também são singles de sucesso.

A diferença é que este sucesso agora é feito entre "crescidos". Já não é música Pop para adolescentes.

Sobre "13", todos os membros da banda dizem ser o preferido ou um dos preferidos. Dave diz: "Isto é o tipo de música que sempre quisemos fazer, mas distraí-mo-nos no caminho". Não partilho da sua renegação, mas considero "13" um álbum seminal.

Desta concha saíram pérolas como "Tender" e "No Distance Left To Run".

Findo o processo de quase destruição, pouco ou nada sobrou dos Blur. Cada um para seu canto e com os seus problemas, os Blur param para ver Albarn brilhar com os Gorillaz. 7 milhões de discos vendidos no primeiro álbum e sucesso global.

No entretanto as coisas não melhoraram muito, principalmente para Coxon.

Albarn volta para fazer um novo e prometido disco dos Blur, que pelos vistos nem queria muito fazer, mas que assumira. Graham Coxon, ainda ás voltas com problemas como álcool, não aparece. As coisas azedaram e depois de um biqueiro na cabeça (literalmente, um biqueiro na cabeça dado por Albarn a Coxon), os Blur seguem caminho sem o mais brilhante guitarrista britânico depois de Johnny Marr.

Nasce "Think Tank", álbum gravado em Marrocos por onde Albarn "se tinha andado a pedrar" e conheceu muita gente, incluindo uma série de músicos marroquinos que participam no álbum. Um bom álbum. É muito óbvia a falta de Coxon, o que torna este álbum muito menos Blur que os outros, mas no final, é um bom álbum.

Em 2008 surge a reunião. Coxon já não foge de Albarn no Zoo de Londres (True Story) e encontram-se, como meninos crescidinhos que são. Surge a ideia de fazer uma Digressão pelos sítios onde tocaram no inicio da carreira, culminando com concertos em Glanstonbury e Hyde Park. Belos e emotivos concertos ambos.

Depois de contada a estória resta-me apenas dizer que há poucos como os Blur.

Em certa medida os Blur revolucionaram a música e fizeram-no pelo lado menos óbvio. A música Indie passou a ser Pop, e isso já é uma revolução e tanto.

Ia-me esquecendo que anda por aí "Fool's Day", single lançado em Abril deste ano. Vale a pena ouvir, mas apenas para confirmar que os dias dos Blur já la vão. E que belos dias esses.


Para finalizar em beleza fica o essencial. A música.






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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

O B Fachada está a passar por aqui

Não exactamente.


O B Fachada passou pelo bairro do Melancómico, e isso é digno de registo.


Já repararam como o Fachada acústico é bom? Por isso não se deve perder ao vivo.

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Ó Jorge, a vergonha persegue-nos.






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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Esperando


Esperando o novo dos Radiohead, e reflectindo sobre a pertinência crescente para cada vez mais pessoas daquilo que o Thom canta(aqui a solo):

Serás dispensado quando te tornares inconveniente.

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Sábado, 9 de Outubro de 2010

Vergonha

Vergonha é ter um blog há mais de ano e meio e nunca ter cá posto nada da Sétima Legião.


E que grandes canções portuguesas tem a Sétima Legião. Saudades...

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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Saudades do futuro Part II

Sinto falta de uma música que me empolgue. Que me mereça uma audição exaustiva.

Em Portugal isto está uma pasmaceira tal que pouco merece sequer relevo-

No mundo, se calhar por excesso de informação e por excesso de preguiça, pouco salta à vista.

Os últimos a merecerem honras de repeat foram o Fachada, os National e os Arcade Fire, mas mesmo esses, não são sangue novo. São boa música mas apenas (mais) uma confirmação. Não há aquele feeling de estar a presenciar algo de novo e que perdurará.

Por estes dias em que tenho mais tempo para ouvir música, volto ao garantido prazer dos Velvet e ao ritmo contra - cíclico dos Talking Heads, passada que está a excelente descoberta da carreira a solo do Graham Coxon. Se calhar sou eu que já não tenho pachorra e que me aburguesei, recusando aguçar os ouvidos para o que de novo e bom certamente por aí andará. Se calhar.

Vou tentar pegar numa ou outra referência que me deram, e ouvir. A ver se isto corre bem.

Por agora fica um vídeo "Velvetiano" de um programa da rtp2 sobre o mítico concerto dos Mão Morta no Theatro Circo.

Acho que tenho saudades do futuro.

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Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Um dia de reflexão


A república está aí, um pouco maltratada. Será este um tempo para repensar e procurar um novo fôlego? Espero que sim.

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