Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Ainda antes dos Milli Vanilli


Ainda antes dos Milli Vanilli - aqueles dois jeitosos que se mexiam bem, mas receberam um grammy por cantar(que era coisa que nunca faziam nos seus discos), - existia uma banda que batia forte durante a minha tenra infância, eram os Boney M. E querem saber mais? O mesmo Frank Farian inventou os Milli Vanilli themselves.

Produto da cabeça de um produtor alemão(Frank Farian), que cantava mas não gostava de dançar, os Boney M. tinham quatro membros, mas só uma das raparigas cantava(e o produtor).

Para compor a fotografia, e mostrar um cantor que na verdade não queria aparecer, recrutou-se um dançarino, Bobby Farrel, cujo estilo kitsch nunca conseguirei expugnar da minha memória.

Bobby Farrel, que sendo de Aruba(onde fica isso?) últimamente vivia em Amsterdão, morreu hoje em S.Petersburgo.

Fica um clip unusual para este site, mas tem o Farrel a dançar, e por uma memória de infância faz-se de tudo.

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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

A despedida do Guillul


Tenho pena de não estar presente nessa espécie de despedida, mas junto-me ao coro dos carpideiros, esperando que as notícias sobre a "morte" de Guillul (salvo seja, claro) sejam manifestamente exageradas.

Destrua-se o ídolo, erga-se o mito.

No fim de contas, que se dane o rock n' roll, meus senhores isto é folclore. Teremos sempre o João Coração.

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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

As despedidas nos livros


Fica um certo sentimento nostálgico quando terminamos um bom livro. Custa um pouco despedirmo-nos das personagens que ao longo de algum tempo fomos conhecendo, mas como na vida, às vezes nem tanto.

Chegou ao fim a leitura de «Use Of Weapons» de Iain M.Banks, um bom livro, embora tenha gostado ainda mais de «The Player of Games».

Despeço-me aqui de Cheradedine Zakalwe (seja ele quem for), Diziet Sma e do empinado drone Skaffen-Amtiskaw, por certo volterei à «Cultura».

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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

Feliz Natal




Bom Natal para todos!

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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

Bem me parecia...


Afinal não sou só eu que não gosto de ranchos(salvo as boas excepções, claro):
«Não sei se fui eu que a inventei[a expressão folcloró]. Mas aquelas actividades do Secretariado Nacional de Informação(SNI), dos ranchos folclóricos, aquilo era tudo falso, era tudo igual. Não tinha uma ingenuidade verdadeira, não era genuíno. Era uma maneira populista de atrair o povo. A maior parte dessas coisas tem lá o acordeão. O próprio acordeão, por razões musicais, destruiu muita música. A música modal, que usa uma escala diferente, não se adapta a um instrumento como o acordeão.»

Francisco d'Orey no livro que acompanha o volume 5 da filmografia completa de Michel Giacometti.

Isto é folclore:


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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

Melhor que o Jingle Bells




Uma das características dos tempos que correm é a poluição sonora na altura do Natal, sempre com as mesmas canções anglófilas debitadas numa Babel infindável, em todos os locais públicos.

Ao menos podiam difundir a música de Natal portuguesa, bem melhor que o Jingle Bell.

Oiçam a recolha do Michel Giacometti, e depois a lindíssima versão da Brigada Victor Jara. Campo Maior tem mais que bom café!




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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

Pelo fim de semana fora


«Out on the Weekend» é de Harvest, de 1972. Neil Young rumou a Nashville e criou esta pérola do Country-Rock, que contém ainda clássicos absolutos como «A man needs a maid», «Heart of gold» ou «The needle and the damage done».

Fundamental

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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Pouco por tanto...



Depois de ter feito uma pequena doação há dias, recebo agora um novo email da Wikipedia pedindo uma segunda doação.

A Wikipedia sofre do problema de ser - grosso modo -, um pouco como a água e o oxigénio: é tão ubíqua e útil que usa-la é um gesto irreflectido e só saberemos o falta que nos faz se um dia ela não estiver lá no momento em que precisarmos dela.

A recolha de fundos este ano pouco passou de metade do que era necessário. No email Jimmy Wales diz que se cada um dos 400 milhões de utilizadores da Wikipedia doasse 1$, teriam 20 vezes o valor de que precisam. Infelizmente a história é outra.

Eu fiz uma nova doação, e fica-me ainda assim infinitamente mais barato do que comprar uma enciclopédia que logo ficará desactualizada.

A internet tem a magia de mostrar como é possível construir grandes feitos somente com base no espírito de comunidade e voluntariado. O sistema que uso para escrever este post - o Linux -é a prova disso, a Wikipedia é outro grande exemplo.

Doem, ainda que seja um euro, é uma ajuda para que a Wikipedia continue sem publicidade.






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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Berlim, Cidade mítica do Rock IV


Em Berlim, David Bowie e Iggy Pop descem do estrelato para o nível da rua, como diz Bowie neste vídeo. Ambos estão destroçados, mas também conhecem o seu potencial.

Iggy ganha a composição e o profissionalismo de Bowie. Bowie por sua vez ganha a inspiração improvisada de Iggy, nas suas explosões de criatividade animalesca. Ambos aproveitam desta osmose na fase berlinense de 76 a 79.

«The Idiot» é um balão de ensaios para ideias alternativas há algum tempo enraizadas na cabeça de Bowie, admirador da música electrónica europeia, especialmente dos Neu! e Kraftwerk. Iggy tem uma reflexão a fazer sobre um monte de destroços emocionais resultantes da sua vida com os Stooges. «Low» de Bowie é a depuração dessas ideias experimentadas com Iggy. Bowie desce do estrelato comercial para um patamar independente - com grande coragem - mas não tanta que o faça estar com experimentalismos em estado bruto na sua própria obra. Iggy foi uma cobaia, Bowie admite-o abertamente, mas ambos ganham.

«Heroes» incorpora a veia improvisada aprendida com Iggy. Só uma canção vai pronta para o disco, tudo o resto vai sendo feito em conjunto com a exímia mão de produtor de Tony Visconti e as ideias avant-garde de Brian Eno. Iggy Pop está sempre presente, e as noites de Berlim são de ambos, pelas boîtes.

«Lust for Life», cujo tema título tem a música composta por Bowie numa espécie de cavaquinho, mostra já uma muito maior consistência, prova do crescimento de Iggy. «Lust for Life», «The Passenger» e «Tonight» são clássicos. Pelo meio disto tudo fica toda uma digressão em que Bowie é apenas o pianista e voz dos coros de Iggy Pop - sublime. Num concerto dessa digressão, Ian Curtis sonhou ser famoso, e «Warsaw», a banda embrião da Joy Division e título de uma canção de «Low» de Bowie nasce para começar uma grande página na história da música pop.

Eventualmente, Bowie e Iggy separaram-se e juntaram-se ao longo dos anos. Na última digressão de Bowie, os re-formados(não confundir com reformados) Stooges fizeram a primeira parte de Bowie, e perdi o concerto no estádio do Dragão porque Bowie decidiu ter um ataque cardíaco na Alemanha, enfim...

A história está aí para ser contada.



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Rock Tradicional II


O Mirandês tem ganho destaque nos últimos anos, e ainda bem, porque a sua riqueza cultural é um tesouro do nosso país. Desde a Bíblia aos Lusíadas, tem-se feito muita coisa para preservar a língua.

No campo musical também está bem vivo o Mirandês. Recentemente os fantásticos Galandum Galundain, que venceram o prémio Megafone 2010, trouxeram com o seu «Senhor Galandum» a moderna música mirandesa de raiz tradicional.

Hoje trago os "Lengalenga Gaiteiros de Sendim" com o seu «Pingacho».

Do mundo da pop noventista queria trazer-vos Paulo Bragança, com «Vox Populis» do álbum «Amai» de 1994, no qual ele mescla o «Pingacho» e «Ro Ro» que é bem conhecida de quem ouviu as recolhas de Giacometti em Trás-os-Montes, dando largas à liberdade artística e viajando até ao flamenco. Infelizmente os palermas das editoras decidiram que o vídeo que está no youtube tinha um conteúdo deles que não estava disponível para o meu país.

Felizmente à Né Ladeiras e às senhoras de Caçarelhos (malgrado a qualidade do som) ainda não descobriram.







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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Cantares do Minho


Interessante discussão no blog Etnografando com Letras acerca dos cantares do Minho. Este post é um comentário que já ia longo.

Eu nasci e vivi no Minho a maior parte da minha vida. Os meus filhos são minhotos.

Serve este intróito para dizer que estive exposto de perto ao folclore, e convivi mais de perto com ele enquanto membro de uma Tuna Académica, na qual tocamos alguns temas tradicionais.

O que posso dizer é que não pude ter outro sentimento, depois de anos a ouvir gritarias nos rádios da igreja por alturas do S.Mateus, do que ódio pelos ranchos folclóricos.

Infelizmente as manifestações que vi de folclore no terreno sempre foram as da cultura «pop» aludida num comentário na discussão mencionada. Concertinas e acordeãos cedo desaguando na «mãe querida», e cantares ao desafio brejeiros.

Já na Tuna, quando procurávamos temas, mesmo sendo minhotos não tínhamos direccionamento para bem escolher e bem aprender a interpreta-los. Aprendi a tocar cavaquinho ouvindo o Júlio Pereira. Há bons executantes, como veremos no vídeo que postarei mais abaixo, mas não havia uma cultura de espectáculos de qualidade baseados na música regional, como lhe chamava Giacometti. Ou se calhar andava a dormir (o que não é nada de por de parte).

Demorou muitos anos até começar a ver o desvanecimento dos preconceitos que fui formando. A pouco e pouco vou descobrindo que existem maravilhas que raramente vemos ou ouvimos nos grandes meios de comunicação. Giacometti foi uma grande descoberta, ou redescoberta, pois nos anos 80 ainda se ouvia algo das suas recolhas na rádio.

A forma como o folclore é popularmente cultivado no Minho afasta os minhotos do folclore. Eu pessoalmente fujo a sete pés de um rancho, mas fico maravilhado com o Júlio Pereira, ou com as polifonias que ouvimos no vídeo do post do «Etnografando com Letras» que ligo acima.

Nesse âmbito é preciso procurar a boa música, e felizmente a internet traz-nos algumas alegrias.

Este homem, Amadeu Magalhẽs, é de Coimbra e vi-o tocar discretamente com o José Cid. Faz parte de um grupo de música tradicional, «O Realejo». Ele está só a brincar, mas nem daqui a dez anos o meu cavaquinho tocará assim nas minhas mãos:

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Na Galiza canta-se um galego evoluído

Quando a televisão portuguesa, em termos musicais, se aparenta com Hiroshima depois da bomba, parece que o outro lado de nós, os galegos, valorizam a grande música portuguesa. Vejam só quantos grandes eles conseguem juntar, em volta da música de um dos maiores.

E o Janita Salomé...uma voz inesquecível. Não cessará o ano sem que eu tenha ouvido tudo o que encontrar dele por essas lojas. Já passou demasiado tempo sem prestar a atenção devida a este grande artista.


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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

É bom saber...


Que um grupo de pessoas, quando se junta no meio da rua, pode ser abatido sem razão nenhuma, assim como o pai que leva os filhos à escola e pára para ajudar os feridos. A sua carrinha pode também ser explodida com os filhos lá dentro.

Que um homem que sai de um carro com as mãos no ar pode ser abatido por um helicóptero.

Que um edifício com inimigos pode ser explodido sem que se espere que um traunseunte inocente atravesse a fachada do edifício.

Estas são apenas algumas das revelações do Wikileaks.

Não digo que outros países, os tais do «Eixo do Mal», fizessem melhor. Mas não é tolerável que estas coisas sejam feitas pelo «Eixo do Bem».

Não me interessam os fait-divers de Sarkozy ou Berlusconi, mas se são esses que chamam a atenção do cidadão que vê a «Casa dos Segredos» e abrem uma via para que as pessoas entendam um pouco melhor e se interessem mais, seja.

A democracia implica a decisão dos cidadãos sobre o seu destino, presumívelmente decisão essa baseada em informações verdadeiras que lhe são prestadas. Isto tem-nos sido negado. Claro que têm que existir segredos, mas não segredos que mostrem que os países democráticos agem contra os seus próprios princípios.

Não foi a Hilary Clinton que foi à China defender a liberdade de expressão? Parece que isso vale só para os outros.

Vejam este documentário...não é propaganda de apoio, fala também dos problemas e dissidências dentro da Wikileaks, e é muito recente.

É sempre bom saber.

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Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Seja bem - vindo Monsieur Gainsbourg

Hoje ouvi isto e lembrei-me disto aqui em baixo.

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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Rock Tradicional I



Era Tom Zé que dizia que a música da Roça do Sertão brasileiro era vanguarda em Nova Iorque. Nessa senda a música de vanguarda para mim neste momento é a música regional Portuguesa.

Uma das músicas que me fascinava e assustava ao mesmo tempo em criança, quando a ouvia na rádio, era «Quando eu era pequenino», que na altura escutava esporadicamente na rádio, na versão tradicional, acompanhada com Adufe.

Lembro-me do local onde a ouvi pela primeira vez, e pela primeira vez pensei sobre a sua letra que versa sobre os mistérios do nascimento e da morte(foi na casa do Zé Quiquinho para quem sabe onde é). A força imagética da letra é imensa.

As pessoas mais jovens, pensarão muitas delas que se trata de um original da «Quinta do Bill» que fez uma versão dançável, que no meu ver altera o sentido da música. Trata-se na verdade de uma canção tradicional da Beira Baixa.

Aqui fica o contraponto.



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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

Oceanos



Sempre gostei em Viana do Castelo do cruzamento entre rio, monte e oceano. No primeiro ano vivia sozinho e ainda não tinha conhecido a minha «tribo». Os meus futuros companheiros de casa moravam no terceiro andar da Manuel Espregueira e eu na cave.

Foi um ano de muitas leituras, muitas incursões na biblioteca municipal e muitas deambulações solitárias junto ao rio ou admirando o oceano.

Esta era uma das canções das que gostava de me lembrar quando me sentava a olhar o mar.

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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

FMI


O FMI (Fundo Monetário Internacional), tão falado em Portugal nos últimos tempos, é uma das instituições que nasceu na ressaca da II Guerra Mundial.

Na tentativa de criar uma sociedade mundial que incorporasse todos os níveis do sistema internacional, de modo a fomentar a cooperação e a evitar novas guerras, os vencedores da II Guerra Mundial decidiram criar uma série de instituições e Organizações Internacionais. Simplificando, esta foi uma tentativa de criar uma Governança Global.

Algumas dessas instituições são de cariz político, sendo a Organização das Nações Unidas (ONU) o seu expoente máximo, outras de cariz económico e financeiro, do qual destacamos o Grupo do Banco Mundial e o FMI, ambas criadas no âmbito da Conferência de Bretton Woods, uma pequena vila no pequeno estado do New Hampshire nos EUA.

O FMI nasceu com o intuito de regular, democratizar e balancear as relações económicas mundiais, de modo a evitar grandes fossos de desenvolvimento entre os países, fossos esses que poderiam provocar instabilidade. Esses propósitos seriam atingidos através de ajuda técnica e financeira prestada a países em dificuldade, além da regulação das taxas de câmbio, entre outros aspectos técnicos. Basicamente o FMI ajuda financeiramente países com problemas estruturais graves, e depois reserva-se ao direito de corrigir esses problemas, normalmente com medidas extremamente austeras, o que causa graves problemas sociais, como aconteceu na Grécia muito recentemente.

O FMI já por cá andou antes. Portugal aderiu ao FMI em 1960 e desde então já teve duas intervenções do fundo, em 1977 e em 1983.

Tanto numa situação como na outra a intervenção parece ter sido inevitável. Numa era pós – revolução Portugal era um país destruído estruturalmente e que não tinha sequer divisa suficiente para comprar alimentos ao estrangeiro.

Em 1977 o fundo chegou, emprestou dinheiro e resolveu a questão de solvência, mas não resolveu os problemas estruturais, como a fraqueza da moeda portuguesa e a debilidade da economia. Em 1983 a intervenção foi mais profunda, tendo resolvido não só os problemas imediatos de falta de liquidez mas reformando o suficiente para que Portugal tivesse condições para entrar no mercado único europeu em 1986.

Até aqui muito bem, mas não podemos esquecer que esta segunda intervenção foi nefasta económica e socialmente. Decréscimo do produto interno bruto (PIB) em cerca de 2,5%; redução real dos salários; aumento das taxas de juro; limitação de crédito. Enfim, um aperto e um travão para uma economia e uma sociedade que desejavam escalar para os níveis europeus.

Neste momento, a vinda do FMI não era a desgraça nem o fim do mundo, mas era em minha opinião uma ainda maior catástrofe social e um travão numa economia Portuguesa que pode ainda recuperar sozinha. Para isso preciso bom senso por parte de quem nos governa e por todos actores da nossa cena política. A ver vamos.


*Este artigo de opinião vai ser publicado na edição de Dezembro do Jornal Reflexo

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