Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

PDI vs Aparelhagem

A paixão pela música esmoreceu. Há muito que não tiro a viola do saco e salvo raras excepções ouço sistematicamente as mesmas coisas de há pelo 10 anos a esta parte. Quase nada me entusiasma, vislumbro o fantasma do plágio em todo o lado, em cada músico cristão vejo um monge copista.

Eu sei, a principal razão é a PDI*. Lembro-me perfeitamente de há uns 15-20 anos atrás, aqueles que à altura tinham a minha idade actual só terem ouvidos para os Pink Floyd e deles dizerem ser a melhor banda do mundo. Radiohead, seria a resposta que hoje daria se, em vez de estar em frente a um pc a escrever, andasse agora pelos tascos a discutir de música com um adolescente atrás do balcão. Pois, Radiohead, nada mais que os Pink Floyd dos nossos tempos. Haverá coisa melhor que os Pink Floyd ?

Outra razão é exactamente a forma como ouço hoje em dia música: em frente ao pc com os headphones, na cama deitado com o ipod. Isto lá é jeito de ouvir música ? Não, a música vai ter de voltar a esbarrar-se pelos corredores fora.

Preciso de uma aparelhagem urgentemente. Uma aparelhagem como deve ser, à moda antiga. Com gira-discos, leitor de cassetes e tudo.

*PDI – A puta da idade

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Nunca o génio se misturou tanto


Nunca o génio se misturou tanto com o mau gosto como nos anos 80. Do New Wave ao Electropop passando pelos góticos, movimentos germinados nos anos 70 e florescidos nos 80, muita cor e negrume foi derramada sobre os agora indispensáveis videoclips. A estética ultrapassou claramente a música como fio condutor da arte pop da altura.

Uma das grandes bandas dos 80 foram os Human League de Phil Oakley. Quando a exaustão bate é altura de lembrar que sou humano.

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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

50 Músicas que tens de ouvir antes de morrer


2 - Heroin - The Velvet Underground


Retirada do genial The Velvet Underground & Nico a não menos genial Heroin é muito provavelmente o expoente máximo da genialidade de Lou Reed. Reed escreveu-a nos seus inocentes 16 anos. Genial concordemos.
Com uma letra que nos entra pelos poros e uma melodia tão negra e sombria quanto bela, com as guitarras de Reed e Cale a intercalar lentamente a batida seca e funerária de Maureen Tucker, Heroin é um misto de adoração e medo à droga, um sentimento que provavelmente inundou muitos outros, em tempos em que não se conheciam muito bem os seus nefastos efeitos. Heroin podia muito bem ser a música de uma geração que todos conhecemos bem e infelizmente vimos partir a pouco e pouco.
Deixo-vos com uma canção incompleta mas com uma bonita alusão à vide e obra de Jean Michel Basquiat.

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Reggae urbano-depressivo

Eis uma das razões porque os Massive Attack são uma das bandas que mais venero.

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Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Mais um domingo cinzento e frio


Mas aqui e ali parece que se vê uma fenda no muro...

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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

50 Canções que tens de ouvir antes de morrer

1 - The End - The Doors



Última canção do álbum The Doors de 1967, The End é a Freudiana interpretação rock que Jim Morrison fez da obra de Sófocles, Édipo Rei. Gravada em 1966 é uma das músicas de referência dos Doors. De notar a sua brilhante presença na banda sonora de Apocalipse Now de Francis Ford Coppola.


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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

A passagem do ceptro


Dois mil e dez trouxe-nos o fim aparentemente definitivo do já agonizante projecto Madredeus. Parece que passou despercebido este facto, mas trata-se de um fim que me entristeceu. Talvez não houvesse outro caminho para aquele tipo de música, agora que proliferam descendências e a música pop floresce de novo.

Os anos zero trouxeram a reciclagem agressiva, ou seja, com muitas(demasiadas no meu entender) partes do material reciclado ainda à vista, muita emulação e pouco desejo de construir identidade própria em alguns casos. Muita busca de apadrinhamento também(o que é curioso, e dá um bom tema de reflexão, mas não agora).

Mas o ceptro está a mudar de mãos, é um facto.









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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

501


Infelizmente tenho andado pouco por cá. Bem sei que cada vez que aqui escrevo me queixo do mesmo, mas acreditem que não é simples lamechice. Sinto falta das discussões de Berlim e acima de tudo de espalhar o que sinto e penso num espaço que me é tão querido. Espero em breve poder voltar com ainda mais força.

Para já deixo-vos com uma variação que mistura o louco e o génio de um dos temas que me é mais querido com a irreverência minimalista de um miúdo a tentar reinventar, sem medo nem receio do ridículo. Viva a Internet.


E já agora aproveito para comemorar o post 501 deste blog. Way to go bros.

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Sábado, 8 de Janeiro de 2011

Razão têm os Expensive Soul

Pelo que vejo nas notícias de hoje...às vezes é trágico.



Esta música não é bem o meu estilo, mas tenho de admirar a qualidade de produção e execução de nível internacional.

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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Walk on the wild side

Michael Stipe e Patti Smith juntaram-se para uma pequena performance no MoMA (The Museum of Modern Art), a propósito do 100º aniversário do nascimento de Jean Genet.
Stipe abre, momento raro, à guitarra com uma versão de The Jean Genie. Depois Patti Smith canta, improvisa, evoca vida e obra do escritor francês. Arte bruta.

É ver até ao fim, porque no fim tem Beneath The Southern Cross

Jean Genet, só conheço de nome. Ninguém é perfeito.


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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

FENIX

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Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Vertigens

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