Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Geeks ao Poder


HOLY SHIT doesn't seem enough...é o que diz o Twitter de Trent Reznor esta manhã.

E não é que o gajo ganhou o óscar para melhor banda sonora?

Hoje é Nine Inch Nails Day no meu iPod.



Geeks ao PoderSocialTwist Tell-a-Friend

Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Lume, por favor...



The Blue Moods of Spain é o momento de reflexão a meio da década que relançou o rock. Sim, porque o rock também precisa de ser pensado e, porque não, ser tocado como deve ser.
A beleza de The Blue Moods of Spain passa, não só pela extraordinária capa do disco, mas principalmente pela extrema perfeição das composições de Josh Haden. Guitarras no sítio certo e um baixo que parece um crooner de fato e gravata, detalhes perfeitos, para mim que pensava que depois de Secrets of The Beehive do mestre David Sylvian nada mais seria perfeito.

De It´s so true, a Spiritual, celebrizada por Johnny Cash em Unchained, passando pela soberba Ray of Light e pela indispensável I Lied é tudo para ouvir com calma.

Nunca experimentei drogas ilegais, espero passar o resto dos meus dias sem lhe tocar. Mas se um dia dia quiser um momento de reflexão apoiado em substâncias ilegais fumadas será certamente a ouvir The Blue Moods of Spain

Indispensável.

Untitled #1. Pedro, mete lá nas tais 50

Lume, por favor...SocialTwist Tell-a-Friend

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

...p'ra lá de Tripoli


Caetano Veloso é um génio. Uma das músicas que mais me surpreende musicalmente e também líricamente é «Qualquer Coisa», que tem um refrão mais que a propósito dos tempos que vivemos:

«Você já está p'ra lá de Marraquexe»

Espero que o Kadafi esteja a caminho de p'ra lá de Tripoli.

Como bónus Caetano é acompanhado por um velho companheiro de estrada, Vinícius Cantuária, um grande nome por direito próprio.

...p'ra lá de TripoliSocialTwist Tell-a-Friend

Reverberação



A reverberação, quando usada com gosto, traz solenidade a uma canção. Lembro-me de várias canções que  soam como que tocadas numa catedral. «Let me In» dos R.E.M, em Monster vem-me logo à memória, ou «A Dream», em Songs for Drella.

Outras ganham com a energia quase pura da guitarra, com riffs cirúrgicos e angulosos, feridos a espaços por distorção, como em «What's good» de Lou Reed.

Outras, claro, misturam as duas coisas, como «Acrobat» dos U2 ou «Velocidade Escaldante» dos Mão Morta.

Em «La Noise», Neil Young e Lanois usam e abusam da distorção, do eco e da reverberação. Mais do que isso só precisam do génio de Neil na composição, e ele vive. Um álbum que cresce a cada audição e que se tatua a sangue frio.



ReverberaçãoSocialTwist Tell-a-Friend

Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

Vilarinho das Furnas



Acabo agora mesmo de terminar a leitura do livro «Rio Homem», de André Gago, que conta a história de um soldado republicano da guerra civil espanhola, fugido de Franco, e que acaba acolhido em Vilarinho das Furnas, a aldeia comunitária que viria a ser submersa pela construção de uma barragem no início dos anos 70, no Gerês. Gostei muito.

Sou de Guimarães,  a Romaria a S.Bento da Porta Aberta, padroeiro dos objectos perdidos  - quantas vezes a minha avó me dizia, vendo-me desesperado à procura de algo: "Apega-te ao S.Bentinho" - é uma das maiores do Minho, e quem lá vai acaba muitas vezes por visitar a barragem de Vilarinho das Furnas, na esperança de ver a quase mitológica aldeia que ficou submersa.

Eu já estive dentro da aldeia duas ou três vezes. Na primeira delas, quando fizeram uma grande limpeza à barragem, e pela primeira vez desde 1976 a  aldeia ficou quase toda a descoberto, fiquei muito impressionado. Ao aproximarmo-nos da aldeia vindos dos lados da barragem, começamos a ver os campos, com as árvores ainda erectas, os caminhos perfeitamente delineados e um ribeiro que passa por debaixo da pequena ponte como nada se tivesse passado.

A aldeia em si estava naturalmente sem telhados nas casas, mas em boa parte podíamos circular pelas ruelas e ver o interior das casas. Era impossível não sentir o desconsolo daqueles que tiveram de deixar toda a sua vida e boa parte da sua identidade ali.

O livro, quanto ao estilo, parece-me ter uma linguagem trabalhada e polida, mas sem cair no rebuscado. A história está muito bem montada, fluída e sem cedências ao facilitismo. Aprendi bastante sobre o enquadramento histórico, não senti em momento algum inflexões forçadas ou mal disfarçadas no enredo.

Este livro ajudou a aumentar a ternura que tenho sobre Vilarinho das Furnas, saciando parte da minha sede de saber mais sobre essa particular comunidade.

P.S. Agradeço ao blog Etnografando com Letras a descoberta deste livro.

Agora a canção do minhoto que teve que deixar a sua terra. Só um nome cabia aqui. Variações, quem mais?

Vilarinho das FurnasSocialTwist Tell-a-Friend

O supergrupo


No limiar dos anos 90, com os Smiths defuntos e os New Order em estagnação, Bernard Sumner e Johnny Marr formam os Electronic.

Estiveram activos entre 1989 e 1999, e o primeiro álbum foi muito aclamado, sendo de notar a participação de luxo de Neil Tennant dos Pet Shop Boys.

Ainda não percebi bem porque não tiveram mais atenção.





O supergrupoSocialTwist Tell-a-Friend

Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

Oh, happy day!


Os Radiohead voltaram, está aí o primeiro vídeo.

A audição desta primeira música cria-me ilusões de que nos aproximamos de novo de Amnesiac, Kid A e de The Eraser, o magnífico álbum a solo de Yorke.

Experimentação a bem da nação.

Oh, happy day!SocialTwist Tell-a-Friend

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

O pontapé interior


Kate Bush não muito 'anos zero compliant', acho eu, mas é uma artista fundamental para quem gosta de música pop.

Kate Bush é um fenónemo excêntrico daqueles que dão fama às terras de sua majestade. Descoberta na adolescência por David Gilmour, que lhe financiou as primeiras demos, Kate assinou contrato com a EMI aos 16 anos, mas decidiu não gravar nada durante dois anos. Preferiu estudar artes performativas, e de lá saiu com aproveitamento de 100% a tudo. No youtube podemos ver Kate em família, com os pais e os irmãos, uma família normal de classe média no Kent, e nunca Kate foi muito de se iludir com questões da fama, até hoje.

Aos 18 anos lança «The Kick inside» que é um objecto artístico muito diferente, assim como Kate é uma artista muito diferente. Quem nunca ouviu este álbum nunca poderá dizer que conhece o melhor da pop.

Kate foi a primeira mulher no Reino Unido a ter um número um nas tabelas de venda escrito por ela própria, e desde 78 tem uma carreira que deve ser descoberta e degustada com calma.

O génio de Kate não deixa ninguém indiferente, nem mesmo o insuspeito John Lydon dos Sex Pistols, que em 2001 nos prémios do New Musical Express ganha um prémio e entra em palco disparando em todas as direcções, mas acaba fazendo uma vénia a Kate Bush dizendo-lhe que ela é um génio.

A beleza e o génio de Kate Bush vencem mesmo o coração empedernido de um Punk, é irresistível.





O pontapé interiorSocialTwist Tell-a-Friend

Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

O outro mundo em Algés



Psicadelismo, rock, soul e sensibilidade, Madchester a completar o ramalhete.
É assim Screamadelica, um dos melhores álbuns dos 90's, obra prima dos Primal Scream e da britpop, uma obra do outro mundo.

Bobby Gillespie, a alma dos Primal Scream, ex-baterista dos The Jesus & Mary Chain, e segundo consta MC dos alucinados made in UK, vai trazer Screamadelica ao Optimus Alive. e pode ser que traga Mani dos The Stone Roses e Kevin Shields dos My Bloody Valentine

Motivos mais do que suficientes para dia 7 de Julho não pensar sequer no resto do cartaz, porque, se entretanto não for cancelado, vai ser um dia em cheio.



O outro mundo em AlgésSocialTwist Tell-a-Friend

Micah P. Hinson

A ideia foi-se formando aos poucos na minha cabeça, até que definitivamente se instalou.

Micah P. Hinson é para mim oficialmente o herdeiro de Johnny Cash. À sua maneira, porque os tempos mudam.

Micah P. HinsonSocialTwist Tell-a-Friend

Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

O dia dos namorados


Hoje é o dia das músicas românticas, e eu lembro-me de algumas: Venus in Furs, Femme Fatale, Sunday Morning ou Perfect Day, da pena de Lou Reed; Tryin' to Throw Your Arms Around the World dos U2, The One I love, dos R.E.M...tantas, tantas músicas recheadas dos sentimentos aludidos neste dia.

Hoje deixo uma das minhas favoritas...e vá lá, comprem qualquer coisita.

O dia dos namoradosSocialTwist Tell-a-Friend

50 Canções que tens de ouvir antes de morrer

3 - Suzanne - Leonard Cohen


Gravada inicialmente por Judy Collins, amiga de longa data e uma das impulsionadoras da carreira músical do então poeta Leonard Cohen, no seu álbum de 1966 In My Life , Suzanne é não só um dos mais belos poemas de Cohen como uma das suas mais bonitas e atraentes melodias.

Reza a história que a música retrata uma platónica relação amorosa entre Cohen e a Americana Suzanne Verdal, depois de se terem conhecido em Montreal (o poema faz várias referências à cidade).

Com uma guitarra acústica quase barroca, a roçar a música ambiente de um museu, e a voz imperturbável de Cohen, Suzanne é a mais bela soma destes produtos.

Poderia ter postado aqui muitas outras músicas de Cohen, e certamente algumas ainda irão estar presentes nesta contagem, mas Suzanne é especial. Suzanne é provavelmente a perfeição como Cohen a concebe.

Deixo-vos com a versão ao vivo na Isle of Wigth.

"Come with me now".....


50 Canções que tens de ouvir antes de morrerSocialTwist Tell-a-Friend

Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Regresso a Finest Worksong



Há amores que são para a vida, e se há banda que me moldou a adolescência e a maneira de ver o mundo, foi esta.

Uma banda que nasce do punk e cresce à custa do génio e da união dos seus membros, uma união plasmada em ética, na ética de não se venderem nunca, mesmo quando assinaram o maior contrato discográfico de sempre.

Foi também uma banda de quem pudemos sempre esperar autenticidade, mesmo nos momentos maus, mesmo nos momentos de revelações. Sempre me pareceu serem o tipo de pessoas que poderia parar na rua para falar de música.

É uma banda de humildade, e é mesmo vulgar vê-los tocar por amigos em eventos que supostamente já não estão à altura do estrelato destes sulistas. Qual é a estrela no pico da fama que vai em digressão como corista e fotógrafo de Patti Smith?

Nem sempre gostei do som e das opções de produção, mas nunca os R.E.M. perderam a sua credibilidade perante este fã. O último álbum já teve qualquer coisa que me agradou, mas este promete.

O som de «The Finest Worksong» ecoa de novo em meus ouvidos...eles estão de volta.



Regresso a Finest WorksongSocialTwist Tell-a-Friend

Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

É só para dizer...

...que o galês vai estar em Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012.

Pode ser que o Lou Reed, que não gosta de se ficar, queira fazer o obséquio.

Porque não a tocou em Famalicão

É só para dizer...SocialTwist Tell-a-Friend

Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Here to stay

Here to staySocialTwist Tell-a-Friend